Jornal Evangélico Luterano

Ano 2020 | número 845

Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Porto Alegre / RS - 05:09

Estudos Bíblicos

Viver o Batismo: dons a serviço

Batismo: Deus nos vocaciona

O Batismo é um meio que Deus utiliza para nos conceder perdão e salvação. Unida à Palavra de Deus, a água do Batismo afoga o pecado e nos une a Jesus Cristo: Todos vocês que foram batizados em Cristo, de Cristo se revestiram (Gl 3.27). Pelo Batismo, também nos é concedido o Espírito Santo: ‘Deus foi generoso e derramou o seu Espírito Santo sobre nós, por meio de Jesus Cristo, o nosso Salvador, e fez isso para que, pela sua graça, fiquemos livres de qualquer culpa e recebamos a vida eterna que esperamos’ (Martim Lutero, Catecismo Menor).

O Batismo é um ato de amor incondicional de Deus. Esse amor nos alcança sem iniciativa e merecimento da nossa parte. A ação de Deus antecede o nosso agir. Ser pessoa batizada em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo é ser pessoa marcada pelo amor de Deus. A este amor de Deus cabe uma resposta, que é a fé. O Batismo não tem a fé como pré-requisito, mas, sem a fé, ele não terá proveito. Pelo Batismo, Deus nos chama à fé.

Jesus Cristo é o fundamento da fé cristã. Assim como o Batismo, a fé é uma dádiva de Deus (Ef 2.8). Na explicação do Credo Apostólico, Lutero escreveu: ‘Creio que, por minha própria inteligência ou capacidade, não posso crer em Jesus Cristo, meu Senhor, nem chegar a ele, mas o Espírito Santo me chamou pelo Evangelho, iluminou com seus dons, santificou e conservou na verdadeira fé’ (Catecismo Menor). Neste aspecto, Lutero segue o que o apóstolo Paulo afi rmou: Ninguém pode dizer: ‘Senhor Jesus!’, senão pelo Espírito Santo (1Co 12.3).

Deus nos vocaciona no Batismo. Isto significa: Deus nos chama para fazer parte do seu povo por meio da fé em Cristo. Quem ouve e responde o chamado de Deus se coloca sob o senhorio de Jesus Cristo. Assim como o Batismo está vinculado ao amor de Deus, a fé está vinculada ao amor, por isso Jesus resume os Mandamentos no amor a Deus e às pessoas (Mc 12.28-31). Sem fé em Cristo, não há proveito no Batismo. Sem amor, não há proveito na fé: Ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei (1Co 13.2).

Dons: Deus nos presenteia

Para viver o Batismo, Deus nos presenteia com dons. O apóstolo Paulo compreendia os dons como capacidades que são dadas por Deus por meio do Espírito Santo. Os dons, também chamados de carismas, são diversos:

Temos, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se é profecia, seja segundo a proporção da fé. Se é ministério, dediquemo-nos ao ministério. O que ensina dedique-se ao ensino. O que exorta faça-o com dedicação. O que contribui, com generosidade. O que preside, com zelo. Quem exerce misericórdia, com alegria. Romanos 12.6-8

Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria. A outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento. A um é dada, no mesmo Espírito, a fé. A outro, no mesmo Espírito, dons de curar. A outro, operações de milagres. A outro, profecia. A outro, discernimento de espíritos. A um é dada a variedade de línguas e a outro, capacidade para interpretá-las, mas um só e o mesmo Espírito realiza todas essas coisas, distribuindo-as a cada um, individualmente, conforme ele quer. 1 Coríntios 12.8-11

A multiplicidade e a diversidade de dons são muito maiores que os exemplos citados. Podemos lembrar de atividades artísticas ou trabalhos manuais, disposição para ouvir e visitar pessoas e funções em grupos comunitários. Dons servem para realizar a Missão de Deus e edificar Comunidade. Não são para a promoção pessoal. Em um corpo, cada membro é importante e exerce uma função. Assim acontece com os dons! Cada dom concedido por Deus tem um propósito. Usando a imagem do corpo (1Co 12.12-31), podemos falar a respeito dos dons sob quatro perspectivas:

- Diversidade: assim como um corpo tem diferentes membros, em uma Comunidade há diversidade de dons.

- Funcionalidade: cada membro do corpo tem uma função e a exerce em razão do todo. Os dons também só têm sentido em função do todo, ou seja, da Comunidade, da Igreja.

- Equidade: todos os membros têm importância para o corpo, até aquelas partes menores ou que não pareçam tão nobres. Da mesma forma, os dons, independentemente do que sejam, são importantes e necessários.

- Complementaridade: o corpo somente se completa com a união das diversas partes. A Comunidade se completa quando os dons são valorizados e atuam em conjunto.

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