Jornal Evangélico Luterano

Ano 2012 | número 757

Segunda-feira, 02 de Agosto de 2021

Porto Alegre / RS - 08:23

Gente Luterana

SÍMBOLOS DE NATAL

   A palavra ‘símbolo’ tem origem no grego symbolon, no sentido de ‘unido’. Há muitos signifi cados para a palavra símbolo, mas, na liturgia, símbolo é um sinal visível que nos permite perceber ou experimentar (ligar/unir) uma realidade invisível, transcendente, ou seja, a realidade de Deus.
   O símbolo cristão nos remete para uma realidade muito diferente da nossa. A realidade de Deus é tão profunda e inefável que não conseguimos exprimi-la apenas por palavras, por isso recorremos à linguagem dos sinais e dos símbolos.
   De todas as festas cristãs, o Natal é uma das festas mais bonitas, pois é carregada de cores, de luzes e de símbolos muito ricos em signifi cados. Os símbolos não querem dizer diretamente, mas querem apontar para algo que vai além do nosso horizonte de compreensão.
   Redescobrir e vivenciar a riqueza dos símbolos natalinos pode auxiliar a resignifi car o Natal para além do consumismo atual. Jesus tornou-se gente, porque sabe que, para nós, é difícil crer sem ver. O símbolo natalino aponta concretamente para o acontecimento central do Natal: o nascimento de Cristo para a nossa salvação.
   Portanto, no Natal, a Igreja celebra a vinda de Deus ao mundo com o nascimento de Jesus. A primeira menção à festa de Natal é feita em 354 d.C., em um documento romano que transformou o dia 25 de dezembro, data de uma festa não-cristã chamada Sol Invictus (sol invencível) em festa do aniversário de Jesus Cristo. Para os cristãos, Cristo era o verdadeiro sol invencível, o sol da graça, a luz do amor, da justiça o resplendor, como bem expressa o hino 92, do HPD da IECLB.
   O Natal comemora a vinda do Messias, o Salvador prometido, o justo, que veio redimir e salvar o povo de Deus das trevas do pecado, da injustiça e da morte. A cor litúrgica do Natal é o branco.
   Anjo: foi o mensageiro da grande novidade – Jesus nasceu! Até hoje, o anjo é o símbolo da paz que Jesus traz e do louvor daquele primeiro canto natalino: Glória a Deus nas alturas e paz na terra às pessoas de boa vontade.
   Ceia: a ceia de Natal expressa a vontade de Cristo de nos ver unidos como uma grande família. Ele também deseja saciar a nossa fome por amor, paz e justiça. Cristo deseja ser convidado a participar da ceia. Ele vem com alegria quando é convidado na nossa oração. O maior presente que podemos lhe dar no seu aniversário é vivermos fraternalmente como irmãos, filhos e filhas do mesmo Pai.
   Estrela: o evangelista Mateus escreve que os reis magos viram uma grande estrela no Oriente (Mt 2.2) e que a seguiram até o lugar onde Jesus tava em Belém. O tempo de Advento e a celebração do Natal são como aquela estrela, que quer nos levar novamente até o menino Jesus na manjedoura e aponta para a plenitude de vida que representa esta vinda de Deus ao mundo em Cristo.
   Papai Noel: duas figuras se uniram para formar a imagem do Papai Noel – São Nicolau, que gostava de presentear as crianças, e Deus Pai, como um velhinho bondoso de cabelos e barba branca. Entretanto, Papai Noel e os seus presentes não podem substituir o menino Jesus, o real aniversariante, sob pena de esvaziarmos o Natal e a sua mensagem.
   Pinheiro: tem a sua origem na Alemanha dos séculos XVI e XVII. Nos países do Norte, o pinheiro é uma das árvores que não perdem as folhas no inverno, por isso representa vida. Daí o costume de enfeitá-lo com luzes e cores, irradiando alegria. Deus afirma que Ele é como o cipreste que mantém suas folhas sempre verdes (Os 14.8). Mesmo diante da falta de esperança, da seca ou do inverno, Deus faz nascer o verde de uma nova esperança (Is 11.1, 53.2 e Jr 33.15).
  Presente: o presente mostra que o presenteado é alguém especial. O presente que Deus nos mandou, o seu filho, quer estar entre nós, ser lembrado e seguido. Jesus deseja presentear a todos! A ideia de trocar presentes no Natal está relacionada, entre outros motivos, aos magos que levaram presentes para o menino Jesus (Mt 2.11). O grande e imerecido presente mesmo é Deus que nos oferece em Cristo: uma vida abundante e repleta de alegria. O Natal perde o seu valor quando o ato de presentear se torna obrigação ou um gesto para acalmar a consciência perante os muitos que não podem dar nem receber presentes materiais. É bonito presentear um necessitado. Mais importante, porém, é lutar para que estas pessoas carentes possam participar da vida abundante que Deus quer para todos.
   Presépio: foi preparado pela primeira vez por São Francisco de Assis (1223) e, desde então, se tornou um costume popular. O presépio foi o berço rude de Jesus, o coxo dos animais no estábulo. O presépio nos lembra pobreza, simplicidade e nos faz refletir sobre o mistério e o sentido profundo da vontade de Deus.
   Sinos: a principal função do sino para a comunidade cristã é ‘chamar’, convocar a comunidade para o encontro com Deus, por meio da reunião comunitária e da oração. Ele é entendido como a ‘voz de Deus’. O sino é símbolo da ligação entre o céu e a terra. Os sinos do Natal nos lembram: Jesus nasceu!
   *A partir de ‘A linguagem dos símbolos no culto cristão (2012), ‘Há um clima de Natal’ (1993) e do Portal Luteranos.

   Coroa de Advento:  advento quer dizer tempo da chegada. O que era esperado se aproxima, está para acontecer, chegou a hora de se concretizar. É formada por um círculo com quatro velas e enfeitada com ramos verdes e laços vermelhos. A Coroa é colocada em lugar de destaque na Igreja no primeiro Domingo de Advento, quando se acende a primeira das velas, operação que é repetida nos três Domingos seguintes. A luz crescente indica a proximidade do Natal, quando a luz de Cristo, a luz da salvação, brilha para toda a humanidade. A Coroa, sem começo nem  fim, simboliza a eternidade e a salvação alcançada. Os ramos verdes são a vida que se renova.
   Vela: originalmente, as velas assumiram a função prática de iluminar. Os primeiros cristãos realizavam os seus cultos às escondidas, na escuridão da noite. Com o tempo, elas se constituíram em um elemento litúrgico, fazendo parte de cada celebração, mesmo em plena claridade do dia, adquirindo uma função simbólica. As velas remetem a Cristo, a luz do mundo (Is 9.1). Também os seguidores de Jesus são enviados a ser luz no mundo. Outros signi cados atribuídos à vela são, em especial, o sacrifício e a oração. A vela, pois, aponta para Jesus, o nosso Senhor, e simboliza a oração e a fé.

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