Diaconia - A fé ativa pelo amor



ID: 2660

Creche Bom Samaritano/RJ faz entrega de cestas básicas

10/12/2020

Dia 10 de dezembro de 2020. Ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quinta-feira. O astro rei está indeciso se quer ou não enviar seus raios de ouro para acariciar a barriga de uma nuvem e beijar a bela Rio de Janeiro.

Praça General Osório. Rua Teixeira de Melo. Dobro à esquerda. Atravesso a Rua Barão da Torre. Percebo uma fila de rostos mascarados e olhares de tristeza e de desespero. Olhos embaçados que veem o amanhã como penumbra. São pessoas moradoras das comunidades do Cantagalo, Pavão e Pavãozinho. Na fila é mantida a regra do isolamento social. Comentam-se sobre as últimas vítimas do anjo da morte que circula nos morros.

Vejo o espaço acolhedor do Centro Social e Creche Bom Samaritano. Contemplo o lado maternal da creche presente através de algumas mulheres que estão na trincheira da batalha contra a fome. O poeta Solano Trindade sopra no meu ouvido: “Tem gente com fome, tem gente com fome, tem gente com fome... se tem gente com fome dá de comer...”

Lélia Brazil, presidente da instituição; Vilma Petsch, diácona e diretora; Daniele Vicente, secretária. Irmanam-se também no mesmo propósito as professoras Christina, Célia, Rafaela, Nilza, Lúcia, Mariana e Silvana. Também fazem parte da equipe as pessoas que trabalham na infraestrutura. Maria Auxiliadora, Maria José, Regina e Teresinha. Eu e o professor de música Eder Targino, somos os únicos homens do grupo e por uma questão de prudência tivemos que assumir a bandeira de feministas convictos.

Inicia-se a liturgia da partilha sacramental do pão. Ato penitencial? Não! As pessoas que moram em favelas já fazem penitência diariamente no sobe e desce ladeiras. Quem mora no Cantagalo desce e sobe 308 degraus todos os dias da semana tangenciando a construção sucateada que serve como testemunha contra a estupidez voluntária do império da maldade que deveria zelar pela coisa pública. Naquela obra gigantesca um dia fora inaugurado um elevador que deveria servir para transportar a população pobre e marginalizada dos morros. Hoje é um amontoado de concreto e vigas de ferros enferrujadas.

Cantagalo, Pavão e Pavãozinho. Galináceo que faz parte da história das favelas da cidade maravilhosa. O que aconteceu com o elevador? Nada. Nada. Nada de manutenção. Nada de cuidado. Nada de atenção. Não exagero quando digo que aquela construção tinha como objetivo basilar ocultar dos turistas a miséria encrustada no privilegiado bairro de Ipanema.

Cantagalo! Canta galo! Canta com o teu canto merencório de protesto. Canta nos becos e vielas sobre os telhados dos barracos onde pessoas, cães e gatos dividem o alimento.
Durante este ano de trevas

o Centro Social e Creche Bom Samaritano se faz presença nas comunidades através de atividades virtuais e de forma presencial com distribuição de alimentos.

É ainda muito pouco. Apenas um sinal na luta contra duas pandemias. A pandemia aguda e conjuntural do corona vírus e a pandemia estrutural da fome.
Na atual conjuntura, no fim deste ano sem fim, verifica-se que foram distribuídos mais de dez mil quilos de alimentos, duzentos litros de álcool gel, duzentos litros de sabonete líquido e nove mil atividades pedagógicas impressas.

O Centro Social e Creche Bom Samaritano deseja às famílias das comunidades do Cantagalo, Pavão, Pavãozinho e às pessoas que têm colaborado afetiva e efetivamente com este projeto de vida um Natal e Ano Novo de Esperança. Pela equipe assinam:


Lélia Brazil
Vilma Petsch
Mozart Noronha


 


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