Missão - acompanhamento e consolação



ID: 2876

Sofrimento

10/04/2019



Sofrimento é um tema que perpassa a nossa existência. A própria criação sofre. Diariamente somos confrontados com dores presentes neste mundo. E, quando este tema chega em nossa família, experienciamos a nossa própria fragilidade, finitude. A insegurança e a incerteza farão parte de forma mais acentuada aos nossos dias. Percebemos o quanto que o sofrimento atrapalha a vida. Porque espaços rotineiros, atividade profissional ficam na saudade. A doença começa a fazer parte da nossa vida. Provoca mudanças no corpo, temos dificuldades com o espelho. A mente humana começa criar monstros na sua imaginação. Os nossos pensamentos rodam em torno da doença. Ela nos ameaça a devorar. E agora, como acolhemos esta fase da vida tão ameaçadora? Estamos dependentes da medicina, exames, terapias. Doravante conhecemos de forma bem nítida o presente e o passado. O futuro torna-se incerto.

A primeira experiência no sofrimento: confusão. Instala-se um caos em nossa existência. A nossa alma também adoece. O foco da nossa vida fica curto, não alcança outros olhares a não ser a doença. Num segundo momento, aprendemos com Jó: Diz ele “...não posso ficar calado...tenho de falar...preciso me queixar” 7.11. Depois de um tempo de silêncio, de fuga da doença, de querer esconder, conseguimos falar deste caos instalado; começamos a elaborar jeitos de enfrentar e administrar esta nova situação. Vamos estar em contato, onde faremos a experiência da aproximação e do afastamento de pessoas. Esta é a terceira experiência. Nesta aproximação temos uma experiência divina que Jó resume assim: “O que somos nós para que nos dês tanta importância e te preocupes com a gente?” (7.17). Deus se preocupa conosco, sabe da nossa dificuldade e se aconchega a nós através de pessoas e que se tornam muito especiais. Não esperávamos que fôssemos lembrados, mas vieram ao nosso encontro. Este momento é como se em meio as frestas da dureza da vida provocado pelo sofrimento, surgissem pequenos brotos que vem florir a nossa existência. Deus tem misericórdia e nos visita através do outro. Neste momento, conseguimos enxergar a vida um pouco além do sofrimento. Através do outro abre-se novamente um horizonte, que serve para fazer enxergar adiante, faz caminhar em meio ao que ainda não sabemos.

Creio que Jó experienciou o que se faz sentir também nas nossas doenças. Na nossa insignificância sentimos que somos lembrados por Deus através de pessoas, “anjos” que batem a nossa porta. É a rede de oração que faz saber que estamos irmanados numa comunhão de fé. É a família que se reaproxima ainda mais e assume tarefas de cuidado. A vida em comunidade nos ajuda a caminhar para o que ainda não conhecemos. A presença da memória da nossa vida nos ajuda a confessar: Como é bonita a nossa história. E, confessamos: até aqui nos trouxe Deus. Nesta esperança enfrentamos o que ainda não conhecemos e que está lá adiante. A experiência da relação de Deus conosco nos faz prosseguir e agradecer diariamente: Obrigado Deus por mais este dia de vida. Enxergar a vida em seu todo é o grande desafio. Isto nem sempre é tão fácil. A tendência é ficar apenas com o que dói e está se deformando. Mesmo assim, tentamos olhar para o infinito e confessar: Até aqui nos trouxe Deus! Nesta confiança, prossigamos, mesmo com altos e baixos, incerteza e confiança diante do futuro. Às vezes é difícil, e como. Perdemos a paciência um com os outro. Porque nos acostumamos com uma pessoa saudável com a sua rotina de trabalho. E agora? O certo que Deus está também lá adiante que não conhecemos assim como esteve conosco até aqui!

P. Werner Kiefer
Matriz Porto Alegre
  


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