III Seminário e Celebração do Jubileu de Prata de Ordenação

14/07/2017

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Entre os dias 27 e 29 de junho aconteceu o III Seminário e Celebração do Jubileu de Prata de Ordenação. Foram homenageadas as pessoas que foram ordenadas em 1987 e 1992, sendo que 15 pastores acolheram o convite e foram recebidos na Casa de Retiros Salesianas em Porto Alegre: P. Carlos Heinz Eberle, P. Lauro Eloi Fleck, P. Artur Jaske, P. Eldo Krüger, P. Osmar Luiz Witt, P. Alex Lima Baumbach, P. Carlos Eduardo Müller Bock, P. Cristov Kayser, P. Edgar Leschewitz, P. Reneu Prediger, P. Elmar Santoro, P. Henrique Guilherme Scherer, P. Varno Valter Senger, P. Carlos Ernesto Wendland e P. Edemar Zizemer. O encontro faz parte do programa de cuidado com os/as ministros/as.

Em sua palavra de acolhida, o P. Marcos Bechert, Secretário do Ministério com Ordenação, lembrou da importância do trabalho realizado pelos pastores nestes mais de 25 anos de atuação, razão pela qual foram convidados pela direção da Igreja para este encontro de confraternização e celebração. Lembrou também dos/as ministros/as que não se puderam fazer presente.

Convidado como primeiro assessor do seminário, o P. Dr. em. Martin N. Dreher falou sobre o tema “Reforma e Ética”. Disse que somos pastores numa realidade bastante confusa, com uma realidade onde membros são das diversas matizes políticas e filosóficas. No período de seu ministério notou uma grande transformação, inclusive com a presença de muitas novas igrejas no mercado atual. A religião mudou ao longo do tempo: período pré-moderno, onde a religião permeava tudo e o mundo e a religião formavam uma unidade.

Na época da Reforma, há 500 anos, a cultura começa a se secularizar. A religião não é mais a base da sociedade, que passam a ser Estado e Mercado. A sociedade é ateia, habitada por crentes. Religião passa a ser questão pessoal. Pessoas aderem a uma comunidade, que passa a ser ideia central de religião.

Hoje vivemos num tempo que Baumann denomina de pós-modernidade, onde a sociedade é líquida. O mercado é a base da sociedade. A ética se submete ao mercado. Ser pós-moderno é ter religião sem comunidade com acento na busca por experiência religiosa (êxtase). Surgem igrejas de necessidades, igrejas de mercado com comércio religioso atualizado.

Amparado nas ideias da Reforma e do Reformador Martim Lutero, Dreher diz sugere que na atualidade, onde há um agrave crise ética, precisamos acentuar que é preciso continuar pagar as dívidas e plantar macieiras, que devemos deixar Deus ser Deus. O seu rosto é o rosto do crucificado, que vem a nós de graça, nos aceita assim como estamos, e nos concede a vida em liberdade. Acentua: “Deus aceita a pessoa incondicionalmente. Só espera que confie nele. Isto é ser justificado por graça fé”.

A programação previu um jantar festivo ao final do primeiro dia, que contou com a presença do P. Presidente Dr. Nestor Paulo Friedrich e do Assessor Teológico da Presidência, P. Romeu Martini. Na sua saudação, o P. Presidente destacou a importância do encontro, que permite reencontros, um tempo para reflexão pessoal e que visa motivar para a continuidade do exercício do ministério.

A assessoria do dia 28 de junho ficou ao encargo da Psicóloga Leila Klin. Ela teve como tarefa desenvolver o tema “Ministério pastoral como possibilidade de realização pessoal”. Leila disse que toda pessoa sofre influência externa, o que provoca estresse sobre a nossa vida. De princípio isto não deve ser visto de forma negativa, uma vez que o estresse nos põe em movimento, dá ânimo, vigor, energia, provocando criatividade e produtividade. A pressão excessiva e negativa constante é que nos faz mal, pois é ali que a pessoa ultrapassa os seus limites e esgota sua capacidade de adaptação. O estresse ideal é aquele que eu consigo gerenciar. O stress pode ser abordado em 4 níveis: 1. “Alerta”. 2. “Resistência”. 3. “Quase exaustão”. 4. “Exaustão”.

Como Igreja não podemos ficar lembrando só das dificuldades e das mazelas, mas temos que visualizar a esperança. Ministras e ministros precisam ficar atentos para intervir sobre o estresse em três linhas: tratamento do sintoma, redução dos estressores e manejo do estresse. Isto significa que é necessário buscar auxílio, seja através de pessoas especializadas ou através de diálogo e aconselhamento mútuo.

A tarde do segundo dia do encontro foi dedicada a uma visita à sede da Secretaria Geral da IECLB, com uma visita guiada a cada setor, área de trabalho e secretarias. O grupo foi recebido na sala de reuniões, onde foi apresentado o programa de gestão e o programa de acompanhando a ministros e ministras. Já a noite foi dedicada para convivência e troca de experiência.

O programa do dia 29 de junho previu um testemunho e a celebração de culto com Santa Ceia. O P. em. Wilfrid Buchweitz ofereceu aos ministros um impulso para o ministério ordenado, para que continuem exercendo ministério com fidelidade a Deus, alegria e realização pessoal. Reconheceu cada participante e destacou momentos importantes em seu ministério, assim como os principais desafios que encontrou em cada campo de trabalho. Destacou que a vocação continua firme, mesmo que enfrentado problemas. Diante da multiplicidade de desafios recomendou conjugação de esforços e diálogo com colegas ou um acompanhamento contínuo, não só no ministério. É importante conhecer-se com seus pontos fortes e suas deficiências e não deveríamos deixar ninguém sozinho, sobretudo quando a pessoa entra em crise.

O Seminário foi encerrado com a celebração de culto com Santa Ceia, que contou com a pregação do P. Presidente Dr. Nestor Paulo Friedrich. O momento foi solene é significativo. Apontou para a vivência prática do Evangelho, a partir do tripé sugerido pelo lema do ano: “nele vivemos, nos movemos e existimos”. A vivência comunitária visa à criação de vínculos entre as pessoas, o que requer sabedoria relacional, quer dizer, que as pessoas aprendam a viver próximas a tal ponto que possam assumir compromissos mútuos. Depois da Ceia, o Pastor Presidente pronunciou uma palavra de bênção individual, com a entrega de Certificado do Jubileu.
 

COMUNICAÇÃO
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Mal tenho começado a crer. Em coisas de fé, vou ter que ser aprendiz até morrer.
Martim Lutero
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