1 Reis 8.22-30

Auxílio Homilético

28/05/1987

Prédica: 1 Reis 8.22-30
Autor: Hermann Mühlhäusser
Data Litúrgica: Ascensão
Data da Pregação: 28/05/1987
Proclamar Libertação - Volume: XII


l – Preliminares

Mesmo gostando do trabalho exegético, senti-me bastante confuso e perdido diante da dificuldade de conciliar os três textos preestabelecidos para a festa da Ascensão de Cristo e de harmonizá-los.

- o Salmo 47, que descreve Deus como Rei da terra, assentado no seu santo trono;

- o Ev. de Marcos 16. 14-20, pelo qual o Filho de Deus foi recebido no céu, onde se assentou à destra de Deus;

- e, enfim, o texto a ser pregado: 1 Reis 8. 22-30, da tradição deuteronomística, que fala de um Deus a ser adorado num único lugar: no templo. Meu nome estará ali. (1 Reis 8.29)

Uma infinidade de perguntas me abalou. Perguntas como estas:

- Como pode um texto vétero-testamentário ajudar na elucidação de uma tese confessional da cristandade? (... subiu ao céu e está sentado ...)

- A inauguração do templo salomônico, cumprimento de um acontecimento há muito prometido, agora, porém, concluído e coisa do passado, como ligá-lo a um evento cristológico, de caráter sempiterno e escatológico?

- Deus, o santo, soberano e abscôndito, como relacioná-lo com o Cristo presente, homem verdadeiro, descido à baixeza humana?

- Enfim, onde é que Deus mora? Nas indefinidas alturas do místico e transcendental ou nas profundezas bem concretas do homem sofrido e humilhado?

Ao passo que estas perguntas exigiam uma resposta, fazendo com que me aprofundasse na história do povo de Israel, descobri que foi um caminho muito longo aquele que levou da aliança de um povo nómade com o seu Deus e do altar improvisado sob o céu aberto (Ex 24) até o tempo, em que o mesmo povo ficou domiciliado e sentiu a necessidade de construir um templo. Comparável, quem sabe, ao caminho que a cristandade perpassou desde as suas primeiras reuniões em Jerusalém, nas quais louvava a Deus, com alegria e singeleza de coração, contando com a simpatia de todo o povo, até a liturgia agendária dos nossos cultos nas comunidades da IECLB. A constante, porém, é que o Deus que viram na realização da aliança (Ex 24.11) é o mesmo que fez morar o seu nome no templo (1 Reis 8.29) e que mais tarde envia os seus discípulos a pregar o Evangelho a toda a criatura (Mc 16.15). Esta constante, esta fidelidade, esta paixão de Deus em procurar o homem sempre ali onde se encontra, faz com que a cidade de Deus, a sua comunidade jamais seja abalada. Deus está no meio dela (Salmo 46.5). Ele está lá, onde se encontra o homem amado, carente de seu apoio e de sua orientação.

E na medida em que as perguntas, uma por outra, achavam as suas respostas, eu vivi uma espécie de libertação, que me fez esquecer o lado fraco deste trabalho, que é a exegese a partir do texto original. Reconheço que não domino mais o hebraico, infelizmente, mas espero que o trabalho, assim mesmo, seja de proveito para os irmãos.

II – Contexto

Nosso texto, de origem deuteronomística, faz parte do complexo maior de 1 Reis 3. 1-8.66, onde vem sendo apresentado o rei Salomão com toda a sua sabedoria e popularidade, riqueza e vida real na corte, relativa paz interna e externa e, principalmente, a ideia e posterior realização da construção do templo que, no cap. 8, é inaugurado e dedicado para ser morada do nome de Deus, local de adoração, invocação e testemunho, para que todos os povos da terra conheçam o teu nome (8.43). Neste contexto é interessante observar como o deuteronomista quer demais que mérito e honra pela construção do templo recaiam sobre o rei Davi, pois ele é o grande rei, singular e agradável aos olhos de Deus. Se a iniciativa para a construção do templo pôde partir de alguém, então só dele.

A necessidade do templo? É uma só: Para que Javé, o único Deus verdadeiro em meio a tantos deuses falsos, venerados nos santuários espalhados por aí, tenha o seu local especial e de destaque onde possa ser adorado! Lá ele desce e mora entre o seu povo através do seu nome e da sua lei. Lá ele se faz presente pelo cumprimento de suas promessas. Lá, e só lá, ele é Deus por nós.

Dizem que a presente oração 8. 22-44, 26 e 28 faz parte do bloco literário mais antigo. Reinam, porém, dúvidas ref. aos vv. 25 e 27, se eles são da mesma origem ou não. Eu, por minha parte, acho importante incluí-los no texto a ser interpretado, assim como também os vv. 29 e 30.

Ill - O texto

v. 22: Evidencia-se que em Israel o rei é pessoa chave entre Javé e o povo. Enquanto este, muitas vezes, é visto como mero objeto, passivo para a vontade de Deus, o rei é livre e soberano para se decidir contra ou a favor de Javé. Assim sendo, Salomão assume aqui o papel de intermediário e pontífice, função que na visão deuteronomística cabia ao rei.

Ele está diante do altar, com toda a comunidade reunida e ora, estendendo as mãos para cima.

Quer dizer, o piedoso do AT, ao orar, olha para cima. Elevo os meus olhos para os montes, de onde me vem socorro (Salmo 121). Nós juntamos as mãos e olhamos para baixo, semelhante ao publicano no templo, que não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito... (Lc 18.13).

Será que essa mudança no gesto de oração tem algo a dizer? Será que a cristandade, orando assim, compreendeu a cruz de Cristo melhor que admitimos? Será que ela compreendeu que a cruz de Cristo deve ser procurada nas profundezas do homem injustiçado e marginalizado de nossos dias? Será que ela compreendeu que, também o céu, para o qual Cristo tem subido, está entre nós, cá em baixo? Para que ninguém, caindo em aflição e dor, precise desesperar, porque não cai mais num poço escuro e sem fim, e sim, nas mãos estendidas de Cristo?

vv. 23-24: Deus, que desde sempre, com benignidade e rigor, tem acompanhado o seu povo, empurrado para lá e para cá, de saída merece ser louvado por sua fidelidade, já que o louvor e a gratidão são forças libertadoras. E no que diz respeito à fidelidade de Javé: não há outro igual ao Deus de Israel!

Ele que fez tudo para guardar a aliança com o seu povo, que fez tudo para cumprir a sua promessa, que fez tudo para estar junto ao seu povo e que está fazendo misericórdia até mil gerações àqueles que o amam e guardam os seus mandamentos - hoje e aqui deve ser adorado!

vv. 25-26: A fé agradece pelos feitos de Deus no passado e espera pelas maravilhas no futuro. Nesta esperança o melhor há de vir.

É aqui, então, neste v. 25, que G. Voigt vê a brecha pela qual Cristo entra no texto. Não te faltará sucessor diante de mim, que se assente no trono de Israel. A prece é que Deus, que tem um só objetivo: o de marchar junto com o seu povo, e que neste propósito já mostrou grande criatividade, instituindo, a seu tempo, grandes líderes, juízes, reis e profetas, não pare por aí!

E sem grande esforço a gente vislumbra a figura de Jesus Cristo como elo final da linha davídica e como misericórdia definitiva e eterna às mil gerações. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós (João 1.14). Está conosco o garante de que Deus jamais nos deixará nem nos desamparará.

vv. 27-30: De fato habitaria Deus na terra? Eis que os céus até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei!

Muito convidativa para a meditação esta dialética: O autor sabe que Javé, num determinado momento histórico, quer ser adorado num só lugar, no templo, para não ser confundido com os demais deuses venerados nos santuários por aí.

Simultaneamente, porém, questiona esta casa de Deus, feita por mãos humanas, ciente de que este Javé é grande demais para se deixar prender no templo. Deus está em toda parte. Já que nele vivemos e nos movemos e existimos (Atos 17.28), podemos fazer a nossa confissão e súplica, podemos ouvir a proclamação de sua graça e a sua ordenação para o serviço em qualquer lugar. É só om virtude de sua singular condescendência que, sempre de novo, marca presença entre nós. Uma vez na sarça ardente, outra vez no altar improvisado no deserto, uma terceira vez na tenda sagrada e mais outra vez no templo de Salomão.

Dez mil maneiras e em mil lugares Javé, o único Deus verdadeiro e soberano, pode encontrar-se com o seu povo. Todos eles, também, locais legítimos quando vistos como locais de um encontro existencial entre Deus e a sua criatura, no aqui e agora. No conjunto todo, porém, na história toda que Deus está tecendo com a sua humanidade, são apenas estações no caminho rumo à grande, última e definitiva epifania que Deus tem planejado, nestes últimos dias (Hb 1.2), no Filho, a quem constitui para socorrer, ajudar e salvar o seu povo, uma vez por todas.

E com isso, quase sem querer e de forma natural, fizemos a ligação com Marcos 16. 14-20, onde o Cristo, prestes a subir ao céu, convoca os discípulos a irem por todo o mundo, pregarem o Evangelho a toda a criatura e a praticarem todas as obras que ele fez. Este será doravante o único culto racional e agradável a Deus, o único templo onde Deus pode ser encontrado: a realização de sua vontade no serviço prestado aos cansados e sobrecarregados, aos aflitos e oprimidos (MI11.28).

IV - Meditação

Inauguração do templo de Salomão. Ascensão de Cristo. Ó Senhor Deus, ouve no céu, lugar de tua habitação, ouve e perdoa! (1 Reis 8.30) E Jesus recebido no céu e assentou-se à destra de Deus (Mc 16.19) ...Cuide-se do homem cujo Deus está no céu! (Rolf Hochhuth).

Sei que ninguém mais entende o céu como lugar geográfico acima de nós. Céu é o reino onde Deus está e governa, esfera de onde ele decide sobre o mundo e a sua história, sobre o meu caminho de hoje e amanhã, sobre a futura perfeição de sua criação. Mesmo assim não me posso dar por satisfeito.
Vejo na história de Deus com o homem uma corrente cada vez mais acentuada de dessacralização, promovida peto próprio Deus. Poderia dizer, também, uma corrente de humanização do Deus vivo. Uma corrente, aliás, que começa bem cedo, quando ao homem hebreu são proibidos os deuses para que ele se dedique ao próximo. Lembro aí Amos 5, Jr 22.13-16 e Mt 25.40.

Vejo como o Deus, soberano e santo do monte de Sinai e de outras ocasiões solenes, está sendo experimentado nos sinais comuns e corriqueiros da nuvem, do fogo, da água, do maná, do óleo e da farinha. Vejo como o Deus das alturas desce às profundezas do homem, admitindo como marca registrada a manjedoura e o madeiro da cruz. Em sua insondável misericórdia e seu irreversível propósito de estar lá onde está a sua criatura amada, ele, o soberano e livre, se adapta, de caso em caso, a qualquer situação nossa, para nos socorrer em qualquer necessidade, quer sejamos nômades e migrantes, quer sejamos domiciliados agricultores ou cidadãos.

Ele é que nos procura e encontra, ele é que nos acompanha e não mais nos perde de vista. Não é o altar, nem a beleza do templo, não é o sacrifício nem a oração, não é a liturgia nem a homilia, não é a confissão nem o louvor, não é o ministério nem o sacramento, não é a igreja institucionalizada nem coisa alguma que fossem o atrativo para Deus morar entre nós (veja outra vez Amós 5!). O único atrativo, a única paixão para Deus é o homem necessitado, a criatura que clama por socorro.

Por amor a este homem, às viúvas e órfãos, aos pobres e injustiçados, aos famintos e doentes, a casa do oleiro (Jr 18) e a montanha (Mt 5), o barco de Pedro (Lc 5) e o local das bodas (João 2) se tornam templo dele, lugar de sua revelação. E a gente nota: Enquanto nós defendemos ainda o lugar sagrado, a liturgia solene e a cerimônia religiosa... estamos defendendo o terreno perdido, pois há muito tempo o profano veio a substituir o sacrossanto.

Foi essa dimensão que chamou a minha atenção. Essa dimensão nada gloriosa de um Deus que já não habita mais no além e, sim, no aquém, não na solenidade sagrada e, sim, na sarjeta suja, não na liturgia do templo e, sim, no serviço prestado ao homem sofrido num mundo mundano e de estruturas desumanas.

É essa dimensão incômoda, e que tão facilmente esquecemos, que deveríamos mirar, uma vez, por ocasião da ascensão de Cristo, pois é ele que trouxe a profanização total: o fim do lugar sagrado o fim do templo o fim da distinção entre profano e sagrado.

Agora Deus só pode ser encontrado no cotidiano e profano, no pessoal e existencial: na pessoa do Jesus de Nazaré e de seus pequeninos irmãos. A profundeza do homem é o local do encontro com Deus, é o céu onde Cristo está desde a sua ascensão. O Cristo irmão limitado torna-se Cristo Rei para ser o Cristo irmão ilimitado e universal.

Se a gente persegue este pensamento conseqüentemente até o seu fim, fica evidente a urgência de questionarmos, seriamente, a nossa maneira de ser igreja em comunidade e igreja institucionalizada, a nossa formação e ação pastoral, a nossa teologia e o nosso compromisso social, a liturgia de nossos cultos e a nossa maneira de orar e confessar. Pois acredito que é menos a prece por perdão do indivíduo que interessa a Deus e, sim, uma confissão conscienciosa e contundente da Igreja por ter faltado tanto com o povo. Isto é: por não estar lá onde o povo está. Ouve e perdoa, Senhor! (1 Reis 8.30).

Nós não podemos voltar atrás a roda da História. Antigamente as igrejas eram o centro das aldeias e cidades, concorridas e bem frequentadas. Hoje elas ficam vazias porque o povo está concentrado nas concentrações da classe operária, nos acampamentos dos agricultores sem terra, nos clubes e casas de serviço, nos sindicatos e frentes de trabalho, nas associações comunitárias, nas demonstrações públicas e demais organizações populares. Creio que Deus ainda tem um recado para todos eles. Por exemplo, que não são esquecidos e que já não são mais estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus (Ef 2.19). Onde, porém, está a igreja?

A fidelidade e paixão de Deus consiste em querer chegar ao povo. A concretização desta vontade mudou de tempo em tempo: o altar, a tenda, o templo, a encarnação de Jesus Cristo, cuja ascensão comemoramos hoje. O que podemos fazer, como podemos ajudar, para que todo o povo da terra conheça o seu nome? (v. 43)

V – Prédica

1. Deus tem um só objetivo. Quer que nós o encontremos e conheçamos. Que faz ele? Dá-se a conhecer. Vem ao nosso encontro. Motivo para louvor e gratidão de nossa parte.

2. Em sua fidelidade a este propósito de nos visitar e nos levar à perfeição da família de Deus, ele não mede esforços nem tem preconceitos na escolha das mais diversas maneiras como: sarça ardente, nuvem, fogo, tenda, templo e, finalmente, a pessoa de Jesus de Nazaré, o seu exemplo e sacrifício (como sumo sacerdote), sua ressurreição e ascensão, como último sinal e palavra definitiva.

3. Com ele, Jesus Cristo, o céu está entre nós, como dádiva e compromisso.

Levar a comunidade, pelo caminho indicado em exegese e meditação, ao reconhecimento de culpa por uma religiosidade demais introvertida e individualista, e mostrar como o Cristo vivo e presente, através da proclamação de seu perdão e de sua graça, nos quer usar e empenhar junto a toda a sua criatura, seria um bom recado e uma boa resposta a este texto no dia da ascensão de Cristo.

VI - Subsídios litúrgicos

1. Intróito: Salmo 47. 2-3, 6-9, distribuído aos visitantes e lido alternadamente.

2. Confissão: Senhor Jesus Cristo, cremos em ti como Senhor deste mundo, vencedor sobre todos os poderes e forças que oprimem e escravizam o homem, salvador de toda a criatura. Ouve a nossa prece por perdão, Senhor, que te apresentamos como indivíduos e como comunidade e igreja. Escondemo-nos, muitas vezes, dentro de uma religiosidade particular e abstrata, egoísta e pouco atuante, ao ponto de ficarmos cegos diante das injustiças sofridas por nossos irmãos e dos problemas gritantes que nos cercam. Desperta em nós a fé na tua salvação que se torna crível e real na medida em que alcança a todos. Tem piedade, Senhor!

3. Coleta: Deus e Pai! Este dia nos lembra como tu aproximaste céu e terra através de teu Filho Jesus Cristo. Ele não nos deixa sozinhos, e sim, quer permanecer conosco todos os dias até o fim do mundo. Fala agora conosco, assim como convém para a situação de cada um. Torna-nos atentos à tua Palavra, abertos para a reflexão e decididos para a realização de tua vontade no dia-a-dia. Nós te somos gratos. Amém.

4. Evangelho: Marcos 16.14-20.

5. Credo: Cremos em Deus, Criador de todas as coisas, e Pai de toda a família humana, fonte de todo o amor, justiça e paz.
Cremos em Jesus Cristo, Deus que se fez homem como cada um de nós, amigo e redentor dos pecadores, Senhor e servo de todos os homens.
Cremos no Espírito Santo, Deus defensor, que conduz os homens livremente à verdade.
Cremos que a comunidade universal é serva do Senhor, que a unidade cristã é dádiva do sacrifício do Cordeiro de deus, e que viver divididos é negar o Evangelho.
Cremos que o culto verdadeiro, em que Deus aceita os homens, é aquele que inclui a manifestação de uma vivência de amor, na prática da justiça e no caminho da humildade junto ao Senhor. Amém.

6. Oração final: Jesus Cristo, Senhor nosso em família, povo e humanidade. Através de tua história com o homem colocaste muitos sinais de tua presença, de tua fidelidade e de teu amor. E continuas colocando sinais, entregando-te a nós por meio deles: O pão, a palavra, a tua justiça e paz. Nós te agradecemos por tua presença e comunhão, gratos por não termos que buscar-te além das nuvens. Teu céu é aqui onde a terra, por teu poder, se torna o espaço vital do homem para uma vida plenamente humana.
E agora nos envia ao mundo como o Pai te enviou. Não nos permitas perguntar só por nossa própria salvação. Por isso te pedimos, em primeiro lugar, por credibilidade e autenticidade do nosso testemunho de fé. Vence a nossa inércia, comodismo e covardia quando se trata de chamar as coisas pelo nome. Reprime a mentira, sobretudo a mentira piedosa. Liberta a tua comunidade aqui e em toda parte de estruturas caducas e da rotina para uma vida renovada. Rogamos-te por... (preces concretas).
Senhor, assim como tu colocaste teus sinais em nossa vida, faze-nos mais criativos em também nós colocarmos sinais concretos de solidariedade, de ajuda fraterna, de amor pelo irmão e de uma profunda paixão pela mudança das condições de vida injustas e desumanas. Nós te pedimos e te agradecemos. Por Cristo. Amém.

7. Hinos: 260-74 - Senhor, vem salvar teu povo...! – 259

 

Se - nhor, vem sal-var teu po - vo das tre-vas, da escra - vi - dão!
Só tu és nossa espe -ran - ça, és nos-sa li - ber - ta - ção!
Vem, Se-nhor, vem nos sal-var! Com teu po - vo vem ca - mi - nhar! (bis)


1. Senhor, vem salvar teu povo das trevas, da escravidão! Só tu és nossa esperança, és nossa libertação.

Estr. Vem, Senhor, vem nos salvar! Com teu povo vem caminhar!

2. Contigo o deserto é fértil, a terra se abre em flor. Da rocha brota água viva, da treva nasce esplendor.

3. Tu marchas à nossa frente, és força, caminho e luz. Vem logo salvar teu povo! Não tardes, Senhor Jesus!

(Veja partitura anexa)

VII – Bibliografia

- Evangelischer Erwachsenen Katechismus. 1. ed. Gütersloch, 1975.
- RAD, G. von. Theologie des Alten Testaments. v. 1. München, 1958.
- VOIGT, G. Die geliebte Welt. Göttingen, 1980.
- WEBER, O. Bibelkunde des Alten Testaments. Hamburg, 1959.
- Quanto ao hino Senhor, vem salvar teu povo: a letra vem da Igreja Católica; a melodia é de nossa própria autoria.

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Autor(a): Hermann Mühlhäuser
Âmbito: IECLB
Natureza do Domingo: Ascensão

Testamento: Antigo / Livro: Reis I / Capitulo: 8 / Versículo Inicial: 22 / Versículo Final: 30
Título da publicação: Proclamar Libertação / Editora: Editora Sinodal / Ano: 1986 / Volume: 12
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Auxílio homilético
ID: 14459
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