Da necessidade de confessar pecados - Salmo 32.3

01/12/2014

DA NECESSIDADE DE CONFESSAR OS PECADOS – “Enquanto não confessei o meu pecado, eu me cansava, chorando o dia inteiro.” (Salmo 32.3.)

O pecado pesa em nós! A culpa por nossos erros e tropeços nos tiram a força e nos cansam. Muitas vezes tiram o sono e a alegria pela vida. Ao morrer por nós na cruz, Jesus nos lava do pecado e nos concede nova oportunidade. Ele carrega sobre si o peso de nossas culpas. E aquilo que nos separava Dele é vencido.

Alguém pode questionar: Mas porque, então, o pecado persiste?

O pecado continua existindo, mas não é mais a última palavra! Porque nós podemos confessá-lo.

“De dia e de noite, tu me castigaste, ó Deus, e as minhas forças se acabaram como o sereno que seca no calor do verão.” Salmo 32.4.

Sim, o pecado continua nos atormentando e tirando a paz, mas podemos confessá-lo! Ao reconhecer em nós a culpa; ao confessar os nossos limites; ao pedir perdão; ao abraçar novamente, nós confessamos!

Confessar é um ato de amor e esperança. Amor a Deus, pois nos confiamos ao que Ele fez por nós. Acolhemos, melhor, reconhecemos que sem Deus e Seu perdão, daí sim estamos perdidos. Confessar é também um ato de esperança, porque oportuniza conciliação com as pessoas que magoamos ou ferimos.

Não é Deus quem nos castiga, somos nós mesmos que, ao não reconhecer a culpa, faltamos com amor a nós mesmos e nos enganamos. O pecado castiga. Deus perdoa! O pecado nos leva à morte. Deus nos concede nova vida!

“Então, eu te confessei o meu pecado e não escondi a minha maldade. Resolvi confessar tudo a ti, e tu perdoaste todos os meus pecados.” Salmo 32.5.

Para que o pecado ou a culpa não ganhe força em nós, ele ser confessado. Ao confessar a Deus nossa culpa entregamos a Ele nossa vida – com nossos limites e fraquezas – e Ele é quem tem força e poder para arrancar este peso de nós. Por isso, é necessário e tarefa de cada pessoa cristã, que  confesse seu pecado ao Deus que certamente vai saber cuidar de nós e de nossa vida, porque Ele nos ama! Se o perdão de Deus é um ato de amor Dele para conosco, então, confessar nosso pecado a Deus é um ato de amor nosso, de confiança, de fé para com Deus! Não precisamos ter medo. Pois Deus espera dia e noite por nós porque nos ama!

Diácona Nádia Mara Dal Castel de Oliveira


Oração:

Pai de ternura e de Bondade! Vê como meu coração aperta ao lembrar-se de tudo que fiz de errado. Eu poderia ter abraçado mais. Poderia ter perdoado mais. Poderia não ter falado tanto. Poderia ter amado e respeito mais. Poderia não ter perdido a paciência. Poderia ter colaborado mais e criticado menos. Tanta dor e tanta culpa agora pesam em mim. Senhor! Entrego tudo isso em teu colo. Nas tuas mãos confesso e coloco aminha culpa. Aos teus cuidados confio a minha vida. Renova em mim a vontade de caminhar na tua vontade e no teu amor. Leva meus pecados e concede-me a liberdade de seguir confiante e em paz no caminho que Tu queres. Amém.


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Autor(a): Nádia Mara Dal Castel de Oliveira
Âmbito: IECLB
Testamento: Antigo / Livro: Salmos / Capitulo: 32 / Versículo Inicial: 3
Título da publicação: Anuário Evangélico - 2015 / Editora: Editora Otto Kuhr / Ano: 2014
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Meditação
ID: 35003
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Há algo muito vivo, atuante, efetivo e poderoso na fé, a ponto de não ser possível que ela cesse de praticar o bem. Ela também não pergunta se há boas ações a fazer e, sim, antes que surja a pergunta, ela já as realizou e sempre está a realizar.
Martim Lutero
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