Lucas 19.1-10

Auxílio Homilético

19/06/1983

Prédica: Lucas 19.1-10
Autor: André Droogers
Data Litúrgica: 3º. Domingo após Trindade
Data da Pregação: 19/06/1983
Proclamar Libertação - Volume: VIII

I — Contexto

Nossos ouvintes provavelmente conhecerão a história de Zaqueu somente como um acontecimento isolado, sem saber onde ela se situa na vida de Jesus ou no Evangelho de Lucas. Lucas redige o seu relato de tal maneira que, em parte, a perícope recebe o seu sentido dos outros textos agrupados nestes capítulos e ligados um ao outro pela narração: o homem rico, a predição da morte e ressurreição, a cura do cego e a parábola das dez minas. A história de Zaqueu não pode ser bem entendida fora deste contexto. Como veremos ainda, alguns versículos contêm referências aos temas tratados nos outros textos: a riqueza, a vinda do Reino, a missão de Jesus, a salvação, a conversão. Pretendemos resumir estes temas no tema geral da inversão. O v. 10 serve como conclusão, não somente da história de Zaqueu, mas também da outra sobre a cura do cego. De fato, as duas narrativas, apesar de diferenças essenciais, têm a mesma estrutura: a beira da estrada uma pessoa quer conhecer Jesus, não tem acesso direto a ele, mas Jesus pára e a salva.

Alguns comentaristas vêem na história de Zaqueu uma repetição ornamentada de Lc 5.27-32 (= Mc 2.13-17), adaptada às circunstâncias da viagem de Jesus para Jerusalém. Outros, porém, a tratam como um acontecimento à parte, diferente da vocação de Levi, pois os detalhes apontam para algo histórico e recente. Repetição ou não, parece que Lucas estimava que a história de Zaqueu coubesse muito bem no lugar onde está agora, pois contém os mesmos temas que os outros acontecimentos relatados.

Portanto, devemos fazer o possível para não confirmar os ouvintes na sua opinião de que a história de Zaqueu é uma narrativa isolada, conhecida da escola dominical, mas sem lugar significativo nas histórias de Jesus, narradas por Lucas. O texto deste domingo tem mais a dizer do que apenas aquilo que ele, por si, isoladamente, parece oferecer, fora do contexto em que se encontra. Desta maneira, podemos evitar, aliás, que a comunidade perca o interesse, por já ter ouvido a mesma história vinte ou mais vezes. Ao mesmo tempo, fica claro que não é necessário refugiar-se em explicações psicológicas, revelando, por exemplo, tudo o que Zaqueu provavelmente já tinha cogitado antes de subir na árvore. Lucas conta a história de maneira sóbria e econômica, sem pormenores supérfluos. Mas, mesmo assim, o texto já tem bastante a dizer. Não é preciso acrescentar, especular ou embelezar.

II — Texto

V. 1: O cego foi curado, quando Jesus se aproximava de Jericó. Agora, Jesus entra na cidade e a atravessa. Um comentarista, meio brincando, faz a seguinte observação: Jesus não pretendia parar na cidade, e a atravessou, pois o homem que pretendia visitar não estava em casa, mas sentado num galho de árvore, à beira da estrada! (Lenski, p 936)

O encontro com Zaqueu é o último mencionado por Lucas, antes de iniciar a narrativa do sofrimento de Jesus. Lá onde o povo de Israel Iniciou a última fase da sua vinda para a terra prometida, em Jericó, Jesus começa a fase decisiva da sua atuação.

Jericó era um centro comercial muito importante, porque ficava na estrada que ligava a Judéia com a Arábia, a Pérsia, e o Egito. A região produzia bálsamo. Para um publicano, um alfandegueiro autônomo, arrendatário dos impostos sobre artigos importados e exportados, Jericó era um posto excelente, porque por ali passavam muitos artigos laxáveis.

Jericó era conhecida também como cidade de sacerdotes. Com eles Jesus não entra em contato. Sendo líder de um novo movimento religioso e caminhando pelo país, ele pertence a outro setor religioso do que os representantes sedentários da religião oficial. Atravessando Jericó com destino a Jerusalém, Jesus está, por assim dizer, mostrando a posição marginal que ele e seu movimento ocupam, sempre a caminho, sem quartel-general.

Alguns comentaristas acham estranho que houvesse uma árvore dentro da área urbana, porque uma cidade oriental normalmente só tem árvores fora dos muros. Outros explicam isso, alegando que Jericó era construída como cidade romana, onde Herodes tinha um palácio de inverno. Ainda outra explicação diz simplesmente que o narrador Lucas de uma árvore para a sua narrativa!

V 2: ¨Eis¨ indica que algo importante vai acontecer. O nome Zaqueu pode ser traduzido de duas maneiras: Deus recorda-se ou “o justo, o puro.

Os publicanos eram considerados pecadores públicos pelos judeus. Eles estavam fora do alcance da possibilidade de arrependimento (Champlin. p. 182). Publicanos pertenciam à mesma categoria ética que ladrões, assassinos, prostitutas e adúlteros. Em Lc 18.9-14 já fica claro que Jesus quer acabar com esta classificação.

A tradição rabínica (Strack/Billerbeck l, p. 377ss) aconselha não aceitar esmola de um publicano, e não reconhecer um publicano como testemunha. A família do publicano era tratada da mesma maneira Existia um tabu ao seu redor.

Aparentemente, o publicano era odiado por duas razões: sua colaboração com o poder romano e sua corrupção. Ele arrecadava o dinheiro que servia para financiar a administração e o exército romanos. E tudo o que recebia, além do estipulado, era renda sua. Em não havendo um limite oficial, o abuso era fácil. Zaqueu é o maioral dos publicanos; está assim, numa posição de ter todas as vantagens legitimas e ilegítimas da profissão.

Dos publicanos o Evangelho fala também em outros lugares. João Batista os admoesta a não cobrar mais do que o estipulado (Lc 3.13). Em Mt 5.46, os publicanos são caracterizados como pessoas que só amam os que os amam.

Zaqueu é apresentado não só como publicano, mas também como rico. Assim, forma uma dupla com o homem rico de Lc 18.18-23. Zaqueu é um caso difícil (Lc 18.24; Stöger, p. 139).

V.3: Se ainda não estamos surdos para o humor de textos bíblicos, podemos apreciar a situação engraçada descrita nos vv. 3 e 4.

Zaqueu procura ver quem é Jesus. Para uma pessoa desprezada pelos rabinos oficiais, este novo rabino itinerante poderia oferecer algo de novo. Um dos discípulos deste Jesus, por sinal, é ex-colega de Zaqueu. E já há publicanos seguindo Jesus (Lc 5.29; 15.1; Mc 2.15).

Zaqueu não consegue enxergar Jesus. O texto explica apenas que Zaqueu era de pequena estatura, e nem fala do possível desprezo da multidão para com este maioral dos publicanos. Zaqueu se encontra, assim, na mesma situação que o cego da perícope anterior: não vê nada. Na lógica da narrativa, o fato de Zaqueu ser de estatura baixa desempenha papel importante. É como se este detalhe, com um toque de humor, reforçasse ainda mais a posição marginal que Zaqueu ocupa, segundo a opinião pública.

V.4:0 sicômoro é exatamente o tipo de árvore que Zaqueu precisa. Tem galhos fortes, próximos ao chão, de maneira que não é difícil subir nele. Tem, também, pelo menos em certas estações, folhas grandes que fazem com que uma pessoa possa ver, sem ser vista e sem qualquer compromisso. O interesse que Zaqueu tem em Jesus ficaria sem consequências, unilateral?

Os comentaristas da tradição da Reforma fazem questão de negar qualquer preparação na alma de Zaqueu, para enfatizar depois a graça soberana que Jesus oferece. Schmithals (p. 185), por exemplo, nega qualquer predisposição espiritual: Zaqueu não era penitente, mas curioso. Para Lenski (p. 937), porém, Zaqueu era mais do que curioso, pois comportou-se como um moleque, apesar da sua posição. Tal atitude pressupõe (p. 940) uma consciência perturbada.

Note-se que Zaqueu corre. No v.5 Jesus lhe pede que desça depressa, e no v.6 ele desce, de fato, a toda pressa. Esses elementos literários parecem contribuir para a vivacidade da narrativa.

V.5: Jesus descobre quem está no sicômoro, conhece a pessoa pelo nome, e convida-se para ficar na sua casa. Contra o código ético e os tabus dos judeus, ele busca contato com um pecador público, entra na sua casa — sinal de confiança — e possivelmente come com ele — sinal de intimidade. Jesus, rabino à margem da religião oficial, convive com pessoas marginalizadas pela sociedade. No encontro com Zaqueu, Jesus não prega, não acusa, não promete, não analisa a vida moral do publicano. Os atos concretos e criadores de Jesus são mais importantes do quê suas palavras. Na sua própria casa, Zaqueu é convidado de Jesus.

Nos comentários o hoje recebe ênfase: Zaqueu tem uma só chance, a salvação é para hoje e não para depois da morte ou no fim dos tempos. O hoje volta mais uma vez no v.9.

V.6: A atuação de Jesus tem resultado imediato. Zaqueu é surpreendido e reconhece que o momento é decisivo. (Grundman, p. 359) Os vv. 5 e 6 formam o ponto de cesura da narrativa. Para Zaqueu tudo muda. Ainda que a uma enorme distância temporal, ele parece um des-cendente da prostituta Raabe, que, também em Jericó, recebe os espias na sua casa, age assim contra o código da sua sociedade, e é salva.

V.7: No Evangelho de Lucas encontramos algumas vezes a combinação refeição/murmurar (5.29; 15.2 e aqui; Schmithals, p. 185). Israel recusa o Messias (19.14,42). Jesus pro-voca, chama para fora, elimina limites. (Trautwein, p. 249) Ele perde a simpatia das massas (todos!) e o seu sofrimento começa agora de maneira definitiva. A sociedade não aceita a inversão do código social.

V.8: Este versículo provavelmente não fez parte do original que Lucas usou. O início de v.9 reporta ao v.7 e deveria ter lhes em vez de 'lhe, também porque Jesus fala sobre Zaqueu no que segue. No v.8 Zaqueu mostra-se totalmente diferente do homem rico mencionado no capitulo precedente. Assim, este versículo complementa aquela história, o que explica porque ele foi acrescentado.

Para os leitores de Lucas, na primeira comunidade crista, o exemplo de Zaqueu era importante, pois eles também eram incitados a compartilhar as suas riquezas, especialmente nos casos em que os romanos tinham confiscado todos os bens de fiéis cristãos.

Para a tradição reformada, o v.8 diminuiu a importância da graça incondicional que Jesus traz: Zaqueu não é salvo por tudo o que ele devolve ou dá aos pobres. O que ele faz é simplesmente a justiça que caracteriza o Reino de Deus. E consequência, e não causa da sua salvação.

Zaqueu faz uma promessa. Ele se mostra disposto a fazer mais do que a tradição jurídica dos judeus exigia — e fazer diferente. Ele age mais segundo o espirito da lei do que segundo a sua letra. Lv 6.1-7 e Nm 5.5-10 obrigam o culpado a fazer plena restituição, e acrescentar a quinta parte. Restituição quádrupla ou até quíntupla acontecia somente no caso de roubo de boi ou ovelha, animais que se reproduzem (Ex 22.1). A lei romana exigia restituição quádrupla, caso o ladrão fosse preso em flagrante.

Em certos comentários calcula-se que Zaqueu não deve ter fraudado demais ou já era muito rico, pois dar a metade dos seus bens aos pobres, e em cima disso restituir ainda quatro vezes o que abocanhou além do limite, faria com que não sobrasse muito. Por outro lado, reconhece-se também que o texto não foi escrito para exercícios aritméticos. O importante é que Zaqueu não serve mais às riquezas, mas reconhece daqui por diante somente o poder de Deus. Não devemos calcular demais, para não ficar na mentalidade restrita legalista dos rabinos, para a qual a restituição é condição de verdadeira penitência. Neste sentido Jesus inverte a tradição e aceita Zaqueu, sem referência a artigos da lei e sem legalismo.

Um comentário, The Pulpit Commentary, interpreta o v.8 de maneira totalmente diferente. Segundo esta explicação, Zaqueu já exercitava o costume de devolver quatro vezes o que ele tinha defraudado. O comentário fala em injustiça involuntária ( Spence, p. 135), própria de uma tradição profissional de corrupção automática. Nesta visão cabe mais Zaqueu — o puro, o justo, do que Zaqueu — Deus se recorda. O que Jesus faz é reabilitar o maioral dos publicanos face à opinião pública, alega o mencionado comentário.

Os cálculos sobre a situação financeira de Zaqueu, se levados a sério, poderiam afirmar que ele já era pessoa honesta. Tudo, porém, depende da maneira de ler se tenho defraudado, restituo: trata-se do futuro ou do passado? Repare que Jesus, como João Batista (Lc 3.13), não rejeita a profissão de publicano.

A interpretação dada por The Pulpit Commentary é menos conhecida e menos provável do que a geralmente dada, mas o texto em si não a exclui.

V 9. O pecador público, excomungado, com a sua casa (família), pela sociedade, recebe o titulo de filho de Abraão. Com a reintegração de Zaqueu, o colaborador dos romanos, Jesus restaura a comunhão entre os judeus, contra todas as diferenças sociais e políticas que separam pessoas. Ele cria um novo espaço social.

O hoje reforça o hoje do v.5 e enfatiza a importância desse dia na vida de Zaqueu e da cidade de Jericó. Sendo filho de Abraão, Zaqueu ocupa de novo o seu lugar na história da salvação, história esta, da qual Jesus escreve um novo capitulo. Deus se recorda e Zaqueu torna-se justo, puro.

Nos comentários encontrei, ao lado de interpretações cristãs das palavras de Jesus (Abraão como pai de todos os fiéis), interpretações judaicas (Jesus encara o povo de Israel como objeto da sua atuação).

Podemos dizer que Zaqueu se mostra também um verdadeiro filho de Abraão, porque ele sai, como Abraão o fez à sua maneira, da rotina de sua vida, e caminha novos rumos. Ambos aceitaram ser provocados, ser chamados para fora.

V. 10: Estas palavras de Jesus, talvez acrescentadas posteriormente, funcionam como um resumo da sua missão e como uma confissão paradigmal, possivelmente conhecida na primeira comunidade cristã. Jesus mostra, na sua atuação em relação ao cego e a Zaqueu, uma inversão: salvar o perdido. Ele reintegra o marginalizado. SchmiIhals (p. 185) aponta para outras frases paradigmais parecidas: Lc 5.32; Mc 10.45; cf. Lc 15.4: 1 Tm 1.15

III — O tema chave

Até nos pormenores o texto aponta para o tema da inversão. O estilo está a serviço do conteúdo; inversões estilísticas acompanham, conscientemente ou não, a transmissão da mensagem central: o perdido fica salvo, inversão fundamental na vida de Jesus e em geral no cristianismo. Inversão é mais do que apenas conversão. Quase todos os elementos relatados no texto podem ser arranjados em pares de contraposições. Um termo é o inverso do outro. Esta maneira de jogar — ou brincar — com os elementos do texto leva-nos ao seguinte resultado:

atravessar X   ficar
     
Zaqueu pecador X   Zaqueu - o justo
pulbicanos X   outros judeus
pecadores públicos X   justos, puros
     
rico X   dar aos pobres
defraudar, abocanhar demais X   restituir, devolver demais
     
procurar ver X   não enxergar
indivíduo X   multidão
correr (horizontal) X  subir (vertical)
Zaqueu é de pequena estatura X   mas subindo na árvore consegue ver
subir X   descer
     
Zaqueu rejeitado pela massas X   Jesus acolhido pelas massas
Zaqueu aceito por Jesus X   Jesus rejeitado pelas massas,acolhido por Zaqueu
     
olhar para baixo X   olhar para cima
receber com alegria X   murmurar
     
pecador perdido X   buscado e salvo, Deus se recorda
excomungado X   reintegrado
romanos x   judeus, filhos de Abraão


Neste esquema, certos pares de contraposições são ligados entre si, de maneira que a coluna pode ser lida não só da esquerda para a direita, mas também de cima para baixo. A contraposição está não só no plano horizontal, mas às vezes também no sentido vertical.

Para mostrar que não se trata de um tema exclusivo deste texto, acrescento um esquema geral e simples, que pode ser ampliado ainda com muitos exemplos. Quem se acostuma a ler textos bíblicos desta maneira certamente encontrará no estilo e no conteúdo o tema da inversão. Eis o esquema básico:

Filho de Deus X   torna-se homem; 
mestre X   vira servo que lava os pés dos discúpulos
proclama libertação X   aos cativos
restauração da vista X   aos cegos
liberta X   os oprimidos
rei dos judeus x   morre na cruz
morre X   mas ressuscita
sofre X   em vez de dominar
apoia o fraco X   contra o forte
manda amar X   aos inimigos
salvar X   o perdido
comunga X   com os marginalizados
contra a sociedade poder X   proclama o reino de Deus

IV — Prédica

O texto convida a uma prédica narrativa. Como relataria, por exemplo, Zaqueu o que acontece? Para facilitar este tipo de prédica, usei boa parte do espaço disponível neste auxílio homilético para explicações sobre o texto, comentando versículo por versículo. Se a comunidade dispõe de Bíblias em número suficiente, pode acompanhar a prédica com o texto na mão.

Mas, quem quiser pode escolher outro ponto de partida. O texto oferece várias possibilidades de identificação entre ouvintes e personagens que atuam na narrativa: Zaqueu, o público que murmura, Jesus. O pregador pode escolher uma ou outra, em função da situação específica de sua comunidade. Neste caso, a prédica pode iniciar com observações sobre a realidade em que vivem os ouvintes e depois mostrar os elementos que são — ou deveriam ser — comuns à atuação de Zaqueu, da multidão ou de Jesus.

A prédica pode versar sobre um dos temas mencionados acima, temas que são característicos para o Evangelho de Lucas. Assim, a prédica pode terminar num apelo a seguir o exemplo de Zaqueu e converter-se, hoje ainda. O texto possibilita também uma prédica sobre o poder da riqueza e da profissão, convidando para uma sociedade justa, segundo os critérios do Reino de Deus: na vida brasileira, em que medida estamos, por exemplo, acostumados à corrupção automática, segundo a expressão aos inimigos a lei, aos amigos tudo!? Ainda outra possibilidade é a de apontar para o método de evangelização que Jesus usa: conviver com o pecador marginalizado na sua casa, atravessando limites sociais, em vez de apenas pregar como acontece, quando a palavra é demasiadamente valorizada.

Pessoalmente, optaria por uma prédica narrativa que usa o tema da inversão como elemento condutor. Talvez seja complicado demais mostrar como o conteúdo e o estilo estão relacionados, mas se o pregador supõe que sua comunidade seja capaz de aguentar, pode fazer um esforço para explicar também esta dimensão do texto.

V — Subsídios litúrgicos

1. Confissão dos pecados: Senhor, nosso Deus, perdoa-nos, quando fazemos o que deveria ser evitado, e evitamos o que deveria ser feito. Perdoa a nossa culpa pessoal, perdoa a nossa culpa coletiva. Perdoa-nos, quando pensamos que os que precisam do teu perdão são os outros e não nós mesmos. Perdoa-nos por nem estarmos conscientes, às vezes, das nossas falhas perante as exigências do teu Reino. Tem piedade de nós, Senhor!

2. Oração de coleta: Senhor, tu sempre ficas à nossa espera, mesmo nós esquecemos que pertencemos a ti. Faze, por teu Espirito, que ouçamos e entendamos a tua Palavra. Ajuda-nos a executá-la com tudo que so-mos e temos. Faze com que ouçamos e falemos palavras da verdade. Amem

3. Oração final: Senhor, nosso Deus, nós te agradecemos e te louvamos pela presença e atuação do teu Filho Jesus entre os homens e por sua maneira de nos mostrar o comportamento que cabe aos cidadãos do teu Reino. Agradecemos por este encontro com Jesus e pedimos a tua ajuda para a renovação das nossas vidas, de modo que os nossos atos digam tanto sobre ti quanto as nossas palavras. Protege-nos, para que não falemos demais e só usemos palavras significativas. Nós te pedimos que nos acompanhes em nossas atividades profissionais, para que o nosso comportamento seja sinal do teu Reino e corresponda às altas normas que Jesus nos mostrou. Abre os nossos olhos para percebermos quando o que ë bom para nós é maus para outros. Ajuda-nos a engajarmo-nos em relações justas com o nosso próximo. Ensina-nos a reconhecer os tempos e as ocasiões em que conformismo se torna pecado. Amem.

VI — Bibliografia

- CHAMPLIN, R.N. Lucas, João. In: O Novo Testamento interpretado. Vol. 2. Guaratinguetá, SP, s.d.
- GRUNDMANN, W.Das Evangelium nach Lukas. 7. ed. Berlin, 1961.
- LENSKI, R.C.H. The Interpretation of St. Lukes Gospel Ohio, 1951.
- SCHMITHALS, W. Das Evangelium nach Lukas. In: Zürcher Bibelkommentare. Zürich, 1980.
- SPENCE.H.D.M.. ed. St. Luke. In: The Pulpit Commentary. Vol. 38. New York, s.d.
- STÖGER, A. O Evangelho segundo Lucas. Coleção Novo Testamento. Vol. 3/2. Petrópolis, 1974.
- STRACK, H.L. / BILLERBECK.P. Das Evangelium nach Matthäus. In: Kommentar zum Neuen Testament aus Talmud und Midrasch. Vol 1. 5. ed. München, 1926.
- TRAUTWEIN, J. Abschied vom Zöllner-ldyll. Für Arbeit und Besinnung, Stuttgart. 11(25): 245-250, 1971.

Sugestão para leitura complementar sobre a inversão.em geral: TURNER, V. O processo ritual: estrutura e antiestrutura. Petrópolis, 1974.


Autor(a): André Droogers
Âmbito: IECLB
Natureza do Domingo: Pentecostes
Perfil do Domingo: 4º Domingo após Pentecostes
Testamento: Novo / Livro: Lucas / Capitulo: 19 / Versículo Inicial: 1 / Versículo Final: 10
Título da publicação: Proclamar Libertação / Editora: Editora Sinodal / Ano: 1982 / Volume: 8
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Auxílio homilético
ID: 18215
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