Lucas 23.35-43

Auxílio Homilético

22/11/1992

Prédica: Lucas 23.35-43
Leituras: Jeremias 23.2-6 e Colossenses 1.13-20
Autor: Hans Alfred Trein
Data Litúrgica: Último Domingo do Ano Eclesiástico
Data da Pregação: 22/11/1992
Proclamar Libertação - Volume: XVII


1. Introdução

O propósito da nova série de perícopes ABC, que por ordem privilegia os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas e que se guia num ano litúrgico tripartido em ciclo natalino, ciclo pascal e tempo comum, parece ser o de criar uma relativa harmonia temática em que os textos do AT, dos Evangelhos e das Epístolas se reforçam mutuamente, procurando refletir todo o desígnio de Deus (At 20.27).

A reflexão ampliada sobre o reinado de Cristo, tema nesse último domingo do ano litúrgico, quer incentivar que toda a celebração litúrgica em canto, louvor, confissão de pecados, reflexão e adoração direcione a comunidade cristã à plenitude histórica em que reinarão o direito e a justiça, e em que o próprio Cristo é o liturgo de Deus, não um ungido que se evidencia um poderoso e rico monarca, mas o servidor crucificado da vida abundante para todos (Jo 10.10).

2. Considerações exegéticas

2.1. 2 Sm 5.1-3/Jr 23.2-6

Ao lado do texto sugerido para a pregação temos um texto complementar do AT e outro epistolar. Em nosso caso um dos textos previstos na Igreja Católica Romana é diferente: enquanto os católicos sugerem ler 2 Sm 5.1-3, o lecionário adotado, revisado por luteranos dos EUA, prevê a leitura de Jr 23.2-6. Enquanto 2 Sm 5.1-3 relata a coroação de Davi, sugerindo implicitamente o início da linhagem Cristo-Rei, Jr 23.2-6 coloca explicitamente a expectativa por um Messias na sucessão real de Davi. É bom lembrar que Cristo significa ungido. A unção é reservada para os reis. Cristo é um termo originário da esfera política.

É compreensível que a expectativa messiânica judaica se alinhava dentro da sucessão de Davi; uma forte-tradição ideológica considerava Davi como rei ideal. Mesmo um profeta de peso, como Jeremias, coloca-se a seu serviço, quando projeta a sua esperança.

O AT manifesta duas posições opostas em relação ao reinado. Uma, representando a ideologia real de legitimação da corte davídica, constrói a imagem do rei como expressão sacramental do reinado de Javé. 2 Sm 5.1-3 é um exemplo disso. Acentua os lados humanos do reinado, sua solidariedade com os descamisados e pés-descalços. Outra, representando a ideologia da resistência à sociedade de Estado, enxerga no reinado uma negação da derradeira soberania de Javé, o único Rei.

O NT reflete adiante uma tensão entre essas duas visões de Estado. Embora se deva interpretar Rm 13 como instrução tática de Paulo a uma minoria perseguida, próxima ao centro do poder imperial, nesse texto a autoridade estatal é ministra (diakonos — v. 4) de Deus; os monarcas, funcionários litúrgicos (leitourgos — v. 6), são vestidos com vestimentas quase sacerdotais, quando de sua coroação. Em Ap 13 o Estado é a besta do abismo, que se coloca em oposição a Deus e cuja atividade no final se resume à morte.

Apesar de Lc 1.32s. fazê-lo explicitamente — e nele o reinado de Cristo ainda se limita à casa de Jacó — considero problemático aplicar a concepção de messias davídico sobre Jesus Cristo. Na composição de textos previstos na série C para esse domingo quase se impõe a ideia de que Jesus Cristo é um rei como Davi o foi; Davi reuniu pela primeira vez as doze tribos de Israel e Jesus Cristo reunirá o universo. A estrutura dominante de sociedades de Estado está justificada e praticamente impõem-se como natural. Não se questiona mais sua natureza cultural, como uma forma entre muitas outras de organização da vida humana.

Essa equação simplificada, que praticamente só aumenta o espaço do reinado, negligencia a natureza real totalmente diversa entre Davi e Jesus Cristo. Enquanto Davi, um chefe de 'apiru consegue conquistar o Estado, assemelhando gloriosamente (é só ler as traições e falcatruas que ocorrem antes de sua coroação, cf. 2 Sm 3 e 4) o seu reinado ao que os outros povos tinham (l Sm 8.5), Jesus Cristo é o rei crucificado que não ordena anjos (Mt 26.53) ou ministros (Jo 18.36) a impedirem esse clamoroso fracasso, um escândalo para os judeus e uma loucura para os gregos (l Co 1.23). O reinado de Jesus Cristo é totalmente diferente!

2.2. Cl 1.12-20

O trecho de Cl 1.15-20 é considerado um dos grandes hinos cristológicos do NT, comparável a Fp 2.6-11 e Jo 1.1-14. Alguns estudiosos consideraram-no um hino batismal; os w. 12-15 induzem a isso. Entretanto o hino é puramente cristológico e tem conotação cósmica. Fala de duas diferentes obras do Filho de Deus: sua primeira obra, relacionada a seu estado pré-existente, é sua participação ativa na criação e preservação do cosmos; a segunda obra é a redenção, a encarnação do eterno na história finita, corporificando a plenitude de Deus em meio à criação sedenta por cumprimento de seu desígnio.

A pré-existência do Messias vem da sabedoria desenvolvida especialmente no judaísmo helenístico. A identificação de Jesus Cristo como encarnação da sabedoria celeste foi muito importante para os cristãos de fala grega enfrentarem o gnosticismo — que negava a salvabilidade da criação e interpretava a redenção como redenção para fora da criação.

O reino de Cristo nesse texto significa que o eterno Filho de Deus, encarnado em Jesus, é o cosmocrator, o governador do universo. A Igreja, seu corpo, é a esfera, na qual esse reino, embora ainda escondido, é reconhecido e anunciado. Isso confere à Igreja uma responsabilidade muito grande. Cabe a ela viver antecipadamente a realidade do reino de Cristo em testemunho vivencial. Só a prática evita que a pregação falada se torne uma desacreditada hipocrisia. Nessa antecipação vivencial é óbvio que a Igreja entre em conflito com o Estado. A justificação da sociedade de Estado no fundo é uma traição do reino de Cristo.

2.3. Lc 23.35-43

Tenho que admitir que a história do malfeitor arrependido acaba funcionando como um anti-clímax depois do dinamismo cósmico do hino colossense. O pecador arrependido é o primeiro hóspede do novo reino e todo reinado de Cristo periga derrapar para um nível individualista. É preciso resistir a essa tentação, para não violentar o texto e seu significado mais amplo. Talvez aqui o reino de Cristo esteja sendo tematizado em sua natureza mais crucial.

Depois de três anos de alvoroço, dois subversivos judeus comuns (para Rengstorf trata-se de zelotes. O apelido bom ladrão ou do ladrão penitente usado por Konnings e Fuller resp., denuncia uma interpretação burguesa) e um com pretensões messiânicas (a tradução hebraica do NT traduz Cristo por Messias) são condenados à morte na cruz em Jerusalém. O povo olha. Os maiorais reduzem seus opositores a nada e ainda dão explicações preventivas: Olha aqui! Qualquer rei de vocês, nós crucificamos. E acabou! Tá aqui o exemplo! Adoram demonstrar seu poder e a fraqueza de seus adversários. O poder não admite ser questionado. Em faraó já ficou claro que o poder não se converte, endurece-se. Os soldados, tarefeiros de toda a sujeira, ganham pouco (Lc 3.14), mas se divertem e repartem despojos.

O primeiro companheiro crucificado é ambíguo: sua fala pode ser lida como sarcástica, mas também pode estar delatando suas mais profundas convicções. Sua concepção messiânica exige uma intervenção poderosa; é a única coisa que Jesus pode fazer, para provar que é o Messias; caso contrário nada mais merece que irônico desprezo. Esse revolucionário lutou por mudanças, pela conquista do Estado para melhorar as leis; talvez até, integrado à esperança messiânica, ajudou a preparar a vinda do Messias, e agora a cruz é o fim de todos os sonhos. Se és verdadeiramente Messias, a hora de fazer algo é agora! Do contrário, não passas de mais um embusteiro! Produto da imaginação, criação religiosa para alimentar falsas esperanças do povo oprimido!

O segundo companheiro sob a mesma condenação (v. 40) vai mais além. Suas esperanças não morrem com o fracasso dá cruz. Sua fé de que a utopia não está terminando na cruz lhe possibilita a transcendência, como a muitos já trouxera a cura de suas deficiências históricas. Haja fé numa hora dessas! O pedido humilde do criminoso foi muito mais conveniente do que a briga dos discípulos pelos primeiros lu¬gares ao lado do chefe que em breve conquistaria o poder em Israel (Mc 10.35ss.; Mt 20.20ss.) e que em nada se distingue dos cabos eleitorais e seus privilégios depois do candidato eleito. Reconheceu a natureza de servidor desse rei crucificado. Esse não reinará na base de tributos e impostos, mas na base do serviço.

Quem na fé condena aqueles que o Estado condenou com suas leis, está implicitamente confessando esse Estado como uma grandeza absoluta, igualando-o ao reino de Deus. A instância que desqualifica esses outros dois (Jo 19.18) como subversivos ou como ladrões (Mt 27.38; Mc 15.27) na verdade está informando sobre sua própria situação de poder ou de posses.

O reino de Cristo pauta-se por outros critérios; inclui os condenados pelo Estado, cuja perspectiva vai além da sociedade de Estado. O segundo companheiro revela essa visão que transcende a sociedade de Estado. Essa fé torna imediata a participação do reino de Cristo: ainda hoje estarás comigo no paraíso.

3. Meditação

As comunidades cristãs evangélicas de confissão luterana no Brasil habituaram-se a chamar esse último domingo do ano litúrgico da Igreja de domingo da eternidade. Nele as celebrações eram marcadas pelo tema do final dos tempos, do Cristo como o Alfa e o Ômega do universo. O novo Lecionário Ecumênico, adotado pela IECLB em fins de 1988, denomina esse domingo de Cristo Rei (A festa de Cristo Rei foi introduzida por Pio XI em 1925 para o último domingo de outubro; no missal romano a festa de Cristo Rei alcança a categoria de solenidade, equiparando-se ao nível das grandes festas cristãs). Acentua o remado de Cristo, pré-existente e eterno, por cuja plenificação assegura o que todos esperamos. Ambas as tradições tematizam nesse domingo a escatologia, a plenitude dos tempos, a finalidade da história.

Que sociedade pregamos? Capitalista, socialista, tribal, comunista, anarquista... Cada pessoa tem uma ideia, mesmo que incipiente de como deveria funcionar a sociedade. Cristãos em geral têm críticas a todas as buscas. Mas também tem o mau costume de abstrair, quando se trata de mostrar claramente como se imaginam a sociedade celeste; isso, quando não fogem para um gnosticismo renitente do tipo: mundo irremediavelmente perdido — céu lá em cima.

Deus, entretanto, é consequente e confiável: primeiro a palavra criadora do mundo, depois a palavra encarnada na história e por fim a promessa de plenificação da história. O reinado de Cristo é aqui na terra ou não é em lugar nenhum! A criação é fundamentalmente boa — E viu Deus que era bom — e tem implícita a potencialidade de hospedar historicamente a plenitude do reino de Deus.

A tradição cristã, por seu turno, tem doutrinas e experiências políticas: temos a experiência histórica do papa coroando reis; temos a doutrina dos dois reinos; temos os modelos de cristandade da Igreja compondo com o Estado secular; o Brasil é um exemplo histórico cristalino com reiterados modelos de cristandade desde os tempos da colónia. Podemos observar a teocracia islâmica em muitas coisas diferente da teocracia dos juizes veterotestamentários. Temos a proposta de democracia, lamentavelmente só formal, pois o povo ainda não consegue interferir no curso da história, muito menos governar e realizar a prerrogativa constitucional de que dele emana todo o poder. Em tempo de eleições o povo é gado eleitoral; seu voto é de cabresto ou de curral.

Não existe o Estado cristão. O reino de Cristo não se limita ao acidente de percurso que é a sociedade de Estado. Por isso, também todos os partidos políticos (PDC, UDC, CSU na Alemanha) abusam do termo cristão em suas siglas. A marca de Cristo não é o poder, mas o serviço que vai até a cruz. Esse é o segredo dialético no qual o poder de Deus reside na fraqueza.

Todas as pessoas no movimento popular lutam pela transformação da sociedade. Entretanto, não é unívoco o que significa transformação e como chegar a ela. Os ideais de paz e justiça para todos precisam ser colocados no chão num mundo acossado pela corrupção. Diferenciando, como acima, entre os dois companheiros crucificados, pode-se enxergar também duas atitudes básicas no movimento popular:

1) Há aqueles grupos que lutam para conquistar o poder de Estado. Acreditam poder estruturar a sociedade com um Estado a serviço do bem comum. Acreditam em sua própria capacidade de superar a corrupção pelo poder. Talvez não o percebam, mas, lutando por conquistar o poder de Estado, na verdade, também estão absolutizando a estrutura da sociedade de Estado. Uma vez tendo o poder de Estado, certamente não se esforçarão para torná-lo ineficiente. Evidentemente os reformistas que procuram constranger o Estado a atitudes menos arbitrárias, também estão absolutizando o Estado.

2) Há aqueles grupos que lutam por uma transformação mais profunda. Não têm ilusões quanto ao poder de Estado, nem quanto à sua própria incorruptibilidade. A caminho de uma transformação mais profunda da sociedade podem considerar mais interessante ter trabalhadores ou socialistas no poder de Estado, mas essa não é a finalidade última da luta nem da história. Com fé na promessa divina do reino de Cristo, procuram, num trabalho miúdo que quase não aparece, realizar pequenos exemplos em que o serviço de amor seja a base fundamental da convivência social. Hoje já estão no paraíso!

O Novo Testamento propõe uma atitude dos cristãos em relação a grandezas como mundo, século, éon... O que significam exatamente estas grandezas, quando, por exemplo, Jesus diz: Meu reino não é deste mundo, No mundo tendes reis e governadores... mas entre vós não será assim, ou quando Paulo diz em Rm 12.2: Não vos conformeis com este século...? Compreendo essas grandezas como referência a uma forma de organizar a sociedade, a sociedade de Estado. A história da sociedade de Estado começa na passagem da sociedade tribal para a sociedade tributária. Sua sofisticação não consegue encobrir sua natureza iníqua desde a juventude, i.e., montada à base de exploração, desde cedo prenhe dos vícios já profetizados por Samuel (l Sm 8).

O reino de Cristo não é uma sociedade de Estado; nele não haverá tributos ou impostos. Se compreendemos Davi como o solidificador da incipiente sociedade de Estado, então Jesus está em descontinuidade com Davi. No reino de Cristo também não haverá templo (Ap 21.22) e com isso não haverá mais a anuidade da igreja. A Igreja é provisória, é meio. O reino de Cristo é a finalidade. Isso tem consequências profundas em nossa prática política e eclesial.

4. Prédica

Uma possibilidade seria recontar cénica e dramaticamente o texto de Lucas. Soltar a criatividade, incorporando ao diálogo dos crucificados as reflexões sobre sociedade de Estado, prática política e esperança cristã de plenificação da história. A finalidade dessa prédica evidentemente é abrir a discussão entre nossa postura política e nossa esperança cristã.

Outra possibilidade seria uma prédica temática, talvez mais densa e mais pesada sobre as origens da sociedade de Estado, sua natureza de exploração e poder em confronto com a proposta de organização social totalmente diferente de Jesus baseada no serviço. Certamente não será fácil falar do reino de Cristo nessa terra da paixão. É preciso resistir às tentações de abstrair, espiritualizar, atirar o reino de Cristo para fora da história. Isso não ajudaria a superar a paixão, mas a mantê-la. Estruturas de poder matam a vida; o reino de Cristo é uma estrutura de serviço que proporciona vida abundante para toda a criação.

Em todo caso, a prédica deve ser breve. Ela é apenas o momento mais racional dentro da celebração do reino de Cristo que esse culto deve proporcionar. Para isso é mais conveniente apelar para o recurso da prédica cênica, ampliando os diálogos dos crucificados. Solte a imaginação!

5. Subsídios litúrgicos

Se lembramos o uso da palavra leitourgos com o sentido político de administrador de Deus, então a liturgia nessa celebração não é apenas uma representação simbólica, mas uma antecipação escatológica. Assim como os judeus chamam suas orações de ovodah = trabalho, também essa celebração é trabalho em direção ao reino de Cristo. Por isso, é necessário investir na criação de clima. As pessoas precisam ficar emocionalmente tocadas pelo fascínio do reino de Cristo.

Durante o ano celebramos o nascimento de Jesus, alimentamos nossa fé com seus ensinamentos e sacramentos, relembramos (em algumas comunidades talvez seja possível dizer participamos) de sua paixão, morte e ressurreição. Agora chegamos ao último domingo de um tempo que reflete exatamente nossa situação histórica. Estamos cansados das consequências funestas da liturgia de poder; ansiamos pela liturgia de Jesus, a liturgia do serviço. Importa celebrar essa realidade do reino de Cristo e comprometer-se com sua realização.

1. Leituras de entrada: Depois do intróito sugiro que a celebração receba um tom fortemente cristológico através da leitura de dois hinos cristológicos: a pessoa da comunidade sentada ao lado direito lê Cl 1.15-20 para o lado esquerdo e em seguida uma pessoa do lado esquerdo lê Fp 2.5-11 para o lado direito.

2. Confissão de pecados: A comunidade não está servindo aos outros como Jesus fez. A comunidade está contaminada com o bacilo do poder; nela se reproduzem as relações desiguais existentes na sociedade. Estamos nos agarrando ao antigo, ao velho, ao ultrapassado. Falta-nos coragem para arriscar servir: uma atividade espontânea, livre, criativa e amorosa que nada tem de ingénua ou de subserviente; quem serve é obediente a Deus que dá liberdade e não ao Estado e sua violência. Através de Jesus o próprio Deus desistiu radicalmente da verticalidade do poder, para viver na horizontalidade do serviço. Que sejamos enfogueirados pelo Espírito Santo a arriscar servir; assim estaremos sendo ministros do reino de Cristo (Mc 10.43s.).

3. Anúncio do perdão de Deus seguido pelo abraço da paz entre todos(as) os (as) presentes.

4. Oração de coleta: Convidar a comunidade a entrar na novidade que Cristo criou com o reino que inaugurou; exercitar o esquecimento das coisas antigas (Is 65.17). Sonhar com a comunidade como seria excitante uma sociedade onde as relações de poder fossem coisa do passado, e onde ninguém mais lembra o Egito. Receber a palavra de Deus nessa ansiedade pelo que está por vir.

5. Assuntos para a oração Final: Recolher na comunidade alguns desejos e intenções para a oração final. Essa oração deve subir a Deus como expressão da ansiosa espera pelo reino de Cristo em meio à paixão do mundo. Incluam-se os sofrimentos de pessoas e de grupos sociais marginalizados pela organização social vigente. Sugiro que ao desembocar no Pai-Nosso, este seja rezado com uma pequena pausa após cada petição (o que é imprescindível avisar antes de iniciar a oração final). O objetivo disso é aperceber-se do potencial escatológico dessa oração e conseguir relacionar cada uma das petições com alguma coisa que já tenha sido expressada durante a celebração.

6. Bibliografia

FULLER, R. H. Preaching the New Lectionary: The Word of God for the Church today. Collegville/Minnesota, The Liturgical Press, 1979.
HOUTART, F. Religião e Modos de Produção Pré-Capitalistas. São Paulo, Paulinas, 1982.
KONNINGS, J. Espírito e Mensagem da Liturgia Dominical; Subsídios para a Liturgia, Pregação e Catequese. Anos A, B e C. Porto Alegre, Escola Superior de Teologia São Lourenço e Brindes, 1981.
RENGSTORF, K. H. Das Evangelium nach Lukas. Göttingen, Vandenhoeck & Ruprecht, 1975 (NTD 3).


Autor(a): Hans Alfred Trein
Âmbito: IECLB
Natureza do Domingo: Último Domingo do Ano Eclesiástico - Cristo Rei

Testamento: Novo / Livro: Lucas / Capitulo: 23 / Versículo Inicial: 35 / Versículo Final: 43
Título da publicação: Proclamar Libertação / Editora: Editora Sinodal / Ano: 1991 / Volume: 17
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Auxílio homilético
ID: 18001
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