Mateus 22.34-46

Auxílio Homilético

26/10/2008

Prédica: Mateus 22.34-46
Leituras: Levitico 19.1-2, 15-18; 1 Tessalonicenses 2.1-8
Autor: Claudete Beise Ulrich
Data Litúrgica: 24º Domingo após Pentecostes
Data da Pregação: 26/10/2008
Proclamar Libertação - Volume: XXXII


1 Introdução
O texto indicado para a prédica neste 24º Domingo após Pentecostes está no Evangelho de Mateus 22.34-46. Esse texto encontra-se no contexto de uma discussão rabínica. Do método de discussão do rabi constava: primeiramente, o rabi responde a três perguntas, em seguida também interroga. Esse método também é adotado por Jesus, permitindo-lhe tomar posição diante das diversas correntes religiosas de seu tempo. No capítulo 22 do Evangelho de Mateus, encontramos os seguintes questionamentos:
Os grupos dos fariseus e herodianos (Mt 22.15-22) questionam Jesus sobre o imposto. Jesus deixa cada um com sua liberdade diante de Deus. “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mt 22.21).
O grupo dos saduceus pergunta a Jesus sobre a ressurreição dos mortos (Mt 22.23-33). Jesus deixa claro que as questões levantadas pelos saduceus sobre a ressurreição dos mortos são inúteis. Ele vai ao ponto central, lembrando a Escritura: “[...] não tendes lido o que Deus vos declarou: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus de mortos e sim de vivos” (Mt 22.32).
Um fariseu, intérprete da lei, questiona Jesus sobre o grande mandamento na lei (Mt 22.34-40). Jesus responde com o grande mandamento do amor (Mt 22.37-38). Por fim, Jesus interroga seus adversários sobre ele próprio (Mt 22.41-46). Quando Jesus entrou em Jerusalém, foi aclamado como “Filho de Davi”. Em seu questionamento, Jesus faz perceber toda a profundeza de um título cujo sentido será descoberto somente depois da ressurreição. Os adversários não ousam mais interrogá-lo.
Portanto o texto previsto para a pregação encontra-se dentro do bloco das controvérsias. São duas unidades de texto (Mt 22.34-40 e Mt 22.41-46), bem emolduradas e próprias entre si. Sugiro que a pregação enfatize o duplo mandamento do amor. Essa ênfase encontra-se também no texto de leitura do Antigo Testamento, Levíticos 19.1-2,15-18: “[...] Não te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor”. O texto de leitura do Novo Testamento – 1 Tessalonicenses 2.1-8 – afirma que Paulo, Silvano e Timotéo dirigem-se à igreja dos tessalonicenses não somente para oferecer o evangelho: “Assim, querendo-vos muito, estávamos prontos a oferecer-vos não somente o evangelho de Deus, mas, igualmente, a própria vida; por isso que vos tornastes muito amados de nós” (1 Ts 2.8). O amor a Deus está interligado com o amor ao próximo.

2 Reflexão exegética
O evangelho indicado para a pregação, como já dissemos, encontra-se no contexto das controvérsias. Jesus utiliza o método rabínico para dialogar com seus opositores. De acordo com Goppelt (1983, p. 65): “Na época de Jesus, Israel estava dividido em grupos religiosos claramente distintos. Partindo do cunho teocrático da coletividade judaica, esses grupos tinham também o caráter de partidos políticos”.
No texto de Mateus 22.34-40, um fariseu intérprete da lei questiona Jesus sobre o grande mandamento na lei. “Os fariseus constituíam a linha religiosa dominante em Israel. Não haviam conseguido essa posição por acaso; representavam a orientação religiosa que o judaísmo pós-exílico havia tomado e que foi conservado no judaísmo talmúdico. Querem pôr em prática uma existência sob a lei, compreendem-se como o verdadeiro Israel e querem que todo o povo siga sua orientação. Para Jesus, os fariseus não são de modo algum uma caricatura do judaísmo, mas seus representantes são representantes de uma vida sob a lei. Por isso ele nunca fala individualmente a respeito deles, mas sempre de maneira geral e típica. Somente quando compreendemos isso, a discussão de Jesus com esse partido adquire sentido e sua acusação passa a ter peso” (Goppelt, p. 66).
Os fariseus trazem para Jesus uma velha questão. Um fariseu intérprete da lei questiona o grande mandamento na lei? Ele, na verdade, quer saber: qual é o mandamento que, ao mesmo tempo, resume tudo e leva a observar toda a lei? Naquele tempo, contavam-se 613 mandamentos, 365 negativos e 248 positivos, mas todos eram julgados importantes e obrigatórios (Storniolo, p. 164). Para todas as questões havia uma lei. O povo ficava perdido em meio a tantas leis. Por onde começar? Alguns pensavam que era a observância da lei do sábado.
O conceito “lei” é encontrado em Mateus 22.36 (par. Lc 10.26) e Mateus 22.40. “A pergunta introdutória a respeito do “primeiro” ou “grande” mandamento (Mc e Mt) corresponde à visão rabínica e exige o relacionamento com a lei (Mt) e não com outros mandamentos (Mc). A pergunta é respondida também em sua modificação secundária com o duplo mandamento do amor (Dt 6.4s., Lv 19.18)” (Goppelt, p. 130). Não existe, portanto, como desejavam os fariseus, um amor a Deus e outro ao próximo. Ambos estão ligados um ao outro. Só existe amor a Deus se existir amor ao próximo.
Jesus responde com a lei, reinterprentando-a. Jesus responde ao fariseu, apontando para atríplice dimensão do amor: 1 – “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” (Mt 22.37). Jesus faz referência a Deuteronômio 6.5, modificando o final: em vez de dizer “de toda a tua força” ele diz de “todo o teu entendimento”. Coração, alma e entendimento são um modo israelita de falar: com tudo o que você é, tanto o que você conhece como o que não conhece de si próprio.

De todo o teu coração – Numa linguagem simbólica, o coração representa o lugar da vida interna da alma ou do homem na profundidade de seu ser: Ali têm lugar a alegria, o temor, a dor, o amor, o desejo, a inteligência e o pensamento.

De toda a tua alma – A alma é sinal da vida. Para os hebreus antigos, era simplesmente o ser vivo. É também considerada a fonte da vontade e dos sentimentos.

De todo o teu entendimento – O entendimento pode significar o intelecto, a razão, o conhecimento, passando pela experiência. O conhecimento de Deus é a compreensão do amor divino experimentado seja através da revelação, seja através da aliança.
O uso dos três termos (coração, alma, entendimento) tem a intenção de enfatizar que necessitamos amar a Deus integralmente. O amor necessita passar pelo corpo, pela razão e pela emoção. O amor a Deus sempre necessita ser entendido como reação ao amor que recebemos dele primeiro. O mandamento de amar a Deus, no Antigo Testamento, está ligado à aliança, mostrando a fidelidade do povo ao único Deus (lembra o primeiro mandamento).
Jesus acrescenta ao grande e primeiro mandamento o segundo, semelhante a este: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22.39b), fazendo referência a Levíticos 19.18b. A forma como Jesus apresenta o enlace do duplo mandamento do amor é totalmente novo. Jesus reúne dois mandamentos originalmente separados, embora cada um seja recomendado pelos rabinos. Somente Jesus os apresentou juntos, fazendo uma síntese da fé. O texto do Antigo Testamento que Jesus usa como base (Lv 19.18) recomendava que os israelitas amassem os demais membros de seu povo; mais tarde essa recomendação foi ampliada, incluindo os residentes estrangeiros (Lv 19.34). O conceito de próximo que Jesus tinha era muito mais amplo (veja a parábola do bom samaritano – Lc 10.25-37), incluindo todos e todas.
Não há nenhuma exortação especial feita por Jesus em relação ao “amor a si mesmo”. Jesus, no entanto, deixa claro a sua missão: Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância (Jo 10.10). O critério ético do amor ao próximo e a si mesmo é a busca de vida digna para todas as pessoas. Por isso a pessoa cristã vive do amor de Deus e ama as pessoas, inclusive toda a criação. É importante, sem dúvida, reconhecer em nosso próximo a imagem e semelhança de Deus (Gn 1.27). Nesse sentido, é necessário um grande respeito às diferenças. Não somos iguais. Cada ser é único e irrepetível.
Mateus explica de maneira clara, em 22.40, o que a referência de Jesus ao duplo mandamento do amor afirma: “Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas”. A lei quer ser observada sob ou a partir da prioridade do duplo mandamento do amor, que é, claramente, a culminância da lei. Em contraposição, o farisaísmo atém-se praticamente, na opinião de Jesus segundo Mateus 23.23, a muitos pequenos mandamentos da lei e esquecem “a justiça, a misericórdia e a fé”.
No entanto, é necessário deixar claro que Jesus, em outras afirmações, não se contenta com a caracterização do mandamento do amor como culminância da lei. Também não revoga os demais mandamentos da lei para favorecer o duplo mandamento do amor do Antigo Testamento. O mandamento do amor adquire um novo sentido quando Jesus o proclama na parábola do bom samaritano. O mandamento do amor passa a ser um “novo mandamento”, como interpreta João 13.34. Jesus também coloca junto os dois mandamentos do amor, que no Antigo Testamento encontram-se separados: amor a Deus (Dt 6.5) e amor ao próximo (Lv 19.18b). Jesus reinterpreta a lei num sentido totalmente novo: Só há amor a Deus se existir amor ao próximo.
Depois de ser questionado, Jesus também interroga os fariseus (Mt 22.41-46). Fechando o bloco dos questionamentos, Jesus interroga seus adversários sobre quem ele é: “Quem pensais vós do Cristo? De quem é filho? Responderam-lhes eles: De Davi” (Mt 22.42). Naquele tempo, todo mundo esperava um sucessor de Davi, o grande rei de Israel, que libertaria o povo de todos os seus inimigos e os ensinaria, novamente, a viver na justiça e no direito. Jesus cita o Salmo 110.1: “Disse o Senhor ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés”. A intenção de Jesus é demonstrar que a libertação do povo não viria pela ação de um rei guerreiro como Davi. A libertação do povo chega quando cada um assume o projeto de cuidado pela vida, o qual o duplo mandamento do amor nos impulsiona a praticar. Jesus inverte o nosso olhar, fazendo-nos descobrir o que Deus quer de cada um de nós: pessoas que servem em amor. A fé é sempre ativa no amor.

3 Meditação
No texto para a pregação, Jesus responde à pergunta do fariseu intérprete da lei a partir do que o fariseu conhece: “a lei”. Jesus demonstra conhecimento da lei. No entanto, ele a amplia, reinterpreta... Jesus enfatiza a tríplice dimensão do duplo mandamento do amor. Dessa forma, ele resume as muitas leis e obrigações existentes em seu contexto.
A pergunta do fariseu intérprete da lei não deixa de ser importante e atual. Claro, não levando em consideração a malícia e a maldade que estavam por trás da pergunta que o fariseu dirigiu a Jesus. Nosso mundo globalizado é conflitivo, individualista, egocêntrico, extremamente competitivo, parece que esqueceu o mandamento do amor.
Perguntamos como pessoas cristãs batizadas: O que fazer? Qual é o critério para as nossas decisões? Quais são os valores que devem orientar nossas ações e nossos posicionamentos? Como praticar o grande mandamento do amor? Como podemos imprimir, a partir do mandamento do amor, um novo modo-de-ser-e-estar-no-mundo?
É interessante observar que os fariseus perguntam sobre o grande mandamento na lei. Eles estão interessandos em leis, deveres, obrigações. A resposta de Jesus não fala de leis, mas do grande mandamento do amor. Encontramos no texto um contraste entre lei e amor. O amor nunca é obrigação, mas serviço desinteressado. A sua expressão exterior jamais é vista como dever ou obrigação, e sim como satisfação e prazer. Jesus deixa claro que o sentido da existência humana não está no cumprimento pesado das obrigações, das leis, mas no cumprimento do amor, que traz satisfação e prazer para a vida. Jesus afirma sua ética: o amor conduz para o estabelecimento da vida digna.
A fidelidade ao amor tem sempre três faces interligadas: Deus, próximo e eu mesmo. O amor é criativo, imaginativo, respondendo de outras formas aos desafios que os conflitos cotidianos nos trazem. Na prática, amar a Deus é permitir que Ele nos ame, permitir que seu amor flua em nós, entender que não podemos conquistá-lo por obras ou méritos – nem atraí-lo por nossas ações, piedade ou prestígio pessoal. O amor de Deus é pura graça, revelado de forma definitiva em Jesus Cristo. A única maneira de amar a Deus é dar espaço e permitir que seu amor aja em nós.
Como cristãos e cristãs batizadas temos como orientação para nossas vidas a palavra. Nesse sentido, o evangelho previsto para a pregação nos orienta? Jesus deixa claro que amar deve ser o critério para nossa prática e nosso refletir. É interessante perceber a profundidade do duplo mandamento do amor, que se manifesta numa tríplice direção.
Amor a Deus e ao próximo estão inter-relacionados, mas um não é sinônimo do outro. O amor a Deus não se esgota no amor ao próximo, não se resume a atitudes humanistas. Amor ao próximo brota e cresce do amor a Deus. Não é possível forçar o amor ao próximo. Se assim fosse, não seria amor, e sim lei. Amor ao próximo nasce da experiência do amor de Deus por nós, no qual a pessoa humana se sabe cuidada, protegida, amparada, consolada, enfim, amada. Saber-se amado, aceito, perdoado por Deus é sentir-se liberto da necessidade de guardar-se a si mesmo, de colocar o “eu” em primeiro lugar, de elevar-se às custas dos outros, de competir, de amar a si mesmo em primeiro lugar. Quem ama a Deus liberta-se do amor egoísta, da necessidade de estar sempre em primeiro lugar. É necessário passar por um processo de conversão, de libertação. Senão, o amor será sempre limitado.
Os fariseus cumpriam a lei ao pé da letra, eram piedosos, mas não amavam. Tudo era medido pelo cumprimento da lei. Na verdade, não conseguiam entregar-se totalmente nas mãos de Deus. Por isso também estavam preocupados e ocupados consigo mesmos. Eram convertidos, mas não eram libertos; por isso a sua forma de viver a piedade era opressiva. Só eram considerados salvos aqueles que seguiam as determinações das inúmeras leis. O amor a si mesmo, na verdade, era mais forte do que o amor a Deus.
Em nosso contexto, também muitas vezes as pessoas são colocadas dentro de determinadas caixinhas. Se elas não se enquadram dentro de determinados esquemas, elas são marginalizadas. Como vivemos o amor ao próximo em nossas comunidades? Como nos relacionamos com aqueles e aquelas que são diferentes e pensam de forma diversa que a nossa? Como os obreiros e as obreiras da igreja vivem e expressam o amor ao próximo? Como nós membros do corpo de Cristo vivemos o duplo mandamento do amor? Como as autoridades públicas expressam o amor ao próximo sem discriminação e preconceito? Conseguimos nos indignar com as inúmeras cenas e situações de violência, corrupção e exploração em nosso contexto brasileiro? Será que ficamos com os corações endurecidos e o amor incondicional de Deus já não mexe conosco?
O amor a Deus é o alicerce para a realização do amor ao próximo.Tudo depende do amor a Deus, do qual brota o amor ao próximo. Só a confiança do amor de Deus liberta, transforma corações, capacita para o amor, cria nova criatura. Torna-se, portanto, necessário que ouçamos sempre a boa-nova do evangelho, do amor. Permitamos que a palavra penetre em nós, nos atinja, aja em nós e nos liberte de nós mesmos, acendendo em nós a chama do amor.
Quando a chama do amor se acende, o ser humano se liberta, o coração se transforma, nascem um novo ser humano e uma nova sociedade. Os corações, as mentes e o entendimento transformados estarão capacitados para ser sal e luz (Mt 5.13-16) nesta terra e para toda a humanidade.

4 Imagens para a prédica
Procurar imagens escritas e visuais em revistas, jornais e internet que expressam situações de amor e desamor do nosso cotidiano, chamando atenção para o contraste existente em nosso cotidiano.
Ler o texto do evangelho, apontando para o contexto das diferentes controvérsias. Diferentes grupos religiosos e políticos questionam Jesus. Ele responde às perguntas de seus opositores. Fazer uma análise do texto, apontando para a resposta de Jesus à pergunta do fariseu intérprete da lei. Destacar o duplo mandamento do amor, que se manifesta numa tríplice dimensão. O que nos diferencia como pessoas cristãs batizadas é a vivência do amor. O nosso amor é sempre resposta ao grande amor de Deus por cada um de nós. Nós amamos porque Deus nos amou primeiro e capacita-nos sempre para o amor, pois somos justificados por graça e por fé. A prática do amor transforma!
– Muito se fala sobre o amor... No entanto, há um descompasso entre o falar e o agir (apontar novamente para as imagens do cotidiano). O amor a Deus sempre envolve o amor ao próximo. Não existe amor numa via só. Quem ama a Deus ama o seu próximo como a si mesmo. Poderíamos perguntar? No mundo capitalista, globalizado, consumista, o amor a si mesmo parece imperar em primeiro plano. O “eu” está em primeiro lugar. Jesus inverte essa ordem, colocando em primeiro lugar o amor a Deus e o amor ao próximo como a si mesmo. Não podemos esquecer que o amor de Deus sempre é maior do que o amor que nós, pessoas humanas, praticamos e vivemos. Somos pecadores que vivem da graça amorosa de Deus.
O duplo mandamento do amor compromete-nos com o cuidado da vida.
Quem ama assume um modo de ser de cuidado com toda a criação. De acordo com Boff, “isso significa conceder direito de cidadania à nossa capacidade de sentir o outro, de ter compaixão com todos os seres que sofrem, humanos e não-humanos, de obedecer mais à lógica do coração, da cordialidade e da gentileza do que à lógica da conquista e do uso utilitário das coisas” (Boff, p. 102). A prática do amor transforma nossa forma de viver. Quebra barreiras. Reconstrói relacionamentos. Vive da reconciliação. Impulsiona para a construção coletiva de uma vida com abundância. A prática do duplo mandamento do amor resume a vida da pessoa cristã.

Poesia
(pode ser dramatizada ou recitada por um grupo da comunidade)
Quando pinta o amor
Quando pinta o amor
Dança leve a liberdade
Porque o amor liberta
Quando pinta o amor
Há motivos para festa
Porque o amor alegra
Quando pinta o amor
Reina a vida soberana
Porque o amor dá vida
Quando pinta o amor
É uma bênção à velhice
Porque o amor protege
Quando pinta o amor
Fala alto a verdade
Porque o amor é sincero
Quando pinta o amor
Paira a paz, fidelidade
Porque o amor confia
Quando pinta o amor
Nasce a solidariedade
Porque o amor congrega.
(Edson Ponick et al. Dez mandamentos: liberdade e compromisso. São Leopoldo: Sinodal, 1996. p. 67-68. Série Educação Cristã e Criatividade)

5 Subsídios litúrgicos
Saudação:
L – Querido Deus, abre os meus lábios.
C – e a minha boca proclamará os teus louvores.
L – Glória seja a ti, ó Deus, que enviaste Jesus Cristo e o Espírito Santo,
E nos reúnes num mesmo e grande amor.
C – Como era no princípio, agora e sempre.
L – Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.
C – Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Amém.

Confissão de pecados:
Confesso-te, Deus de amor.
A semana que passou não foi muito boa.
Aquela menina vendendo flores...
Aquela mãe sem dinheiro para o remédio de seu filho...
Aquele telefonema que me deixou inquieta no meu trabalho...
A notícia de desemprego da minha amiga...
Confesso-te, Deus de amor,
Minha limitação, minha indignação
Diante das coisas que não consigo mudar
E ao mesmo tempo
Minha diferença para com aquelas coisas
Que posso mudar.
Acolhe-me, Deus de amor, ajuda-me a te amar de todo o coração
E a amar o meu próximo como a mim mesma.
Transforma o meu jeito de viver.
Ajuda-me a ser mais amorosa.
Perdoa-me em nome de Jesus Cristo. Amém.
(Adaptado de Inês de França Bento)

Oração do dia:
Deus de amor, pedimos neste culto em especial
pelo teu Espírito de amor.
Liberta-nos do ódio e da violência; socorre-nos de nós mesmos,
do amor egoísta.
Protege-nos das noites sem estrelas;
cura-nos da opressão;
afasta-nos do medo e da covardia.
Acorda-nos e faze-nos mensageiros e mensageiras do teu reino,
que é feito de amor, bondade, cuidado e compreensão.
Ensina-nos a viver no cotidiano o mandamento do amor.
Ajuda-nos a te amar de todo o coração, alma e entendimento.
Dá que possamos estender as mãos às pessoas próximas,
amá-las sem discriminação, no respeito às diferenças.
Dá-nos o teu espírito de amor. Em nome de Jesus. Amém.
(Adaptado de Inês de França Bento)

Bênção final:
Abençoa-nos, Deus Pai e Mãe.
Derrama sobre nós
o teu Espírito de amor.
Vivenciado por teu filho,
para que possamos aquecer, cuidar e iluminar
com a tua luz amorosa
toda vida que nos cerca. Amém.

Bibliografia
BOFF, Leonardo. Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela terra. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1999.
GOPPELT, Leonhard. Teologia do Novo Testamento, v. 1. São Leopoldo: Sinodal; Petrópolis: Vozes, 1983.
MEINCKE, Silvio. 18º Domingo após Trindade: Mateus 22.34-40. In: KAICK, Baldur van (Coord). Proclamar Libertação, v. IV. São Leopoldo: Sinodal, 1979. p. 194-197.
STORNIOLO, Ivo. Como ler o Evangelho de Mateus: O caminho da justiça. Paulinas: São Paulo, 1990.
WEBER, Eloir. 23º Domingo após Pentecostes – Mt 22.34-40 (41-46). In: HOEFELMANN, Verner; SILVA, João A. M. da (Coord.). Proclamar Libertação, v. 30. São Leopoldo: Sinodal, 2004. p. 253-258.
 


Autor(a): Claudete Beise Ulrich
Âmbito: IECLB
Natureza do Domingo: Pentecostes
Perfil do Domingo: 24º Domingo após Pentecostes
Testamento: Novo / Livro: Mateus / Capitulo: 22 / Versículo Inicial: 34 / Versículo Final: 46
Título da publicação: Proclamar Libertação / Editora: Editora Sinodal / Ano: 2007 / Volume: 32
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Auxílio homilético
ID: 24331
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