O Credo Apostólico - O Terceiro Artigo - Quarta Parte

Auxílio Homilético

19/03/1982

Na ressurreição do corpo e na vida eterna

Carlos A. Dreher

I — Os termos

1. Ressurreição do corpo

A esperança por uma vida após a morte não é exclusivamente da fé cristã. Muitas religiões pressupõem uma tal esperança. Expressão clássica disso é a ideia da imortalidade da alma dos antigos gregos. Essa ideia está largamente difundida em nossas Comunidades, bem como em outras denominações, confundindo-se seguidamente com o próprio da fé cristã, que é a concepção da ressureição do corpo.

Aparentemente as duas afirmações não se excluem, havendo inclusive aqueles que pretendem conciliá-las. O Credo Apostólico, entretanto, fala de ressurreição do corpo. A mesma formulação é repetida pelo Credo Niceno e também pelo Atanasiano. E, se olhamos para a explicação do Terceiro Artigo apresentada por Martim Lutero nos Catecismos, a incompatibilidade de ambas as concepções fica mais clara ainda. Vejamos:

... e no dia derradeiro (o Espirito Santo) me ressuscitará a mim e a todos os mortos... (Catecismo Menor, Livro de Concórdia, p. 372).

... esperamos que nossa carne seja morta e sepultada com toda a sordidez, mas ressurja gloriosa e ressuscite para total e plena santidade em vida nova e eterna... Mas quando nos desfizermos em pó, ele (o Espirito) completará a sua obra integralmente... Agora, isso de aqui se dizer 'Auferstehung des Fleisches' ('ressurreição da carne'), também não é bom alemão. Pois onde nós alemães ouvimos a palavra Fleisch'('carne'), nosso pensamento não ultrapassa o açougue. Em bom vernáculo diríamos: 'Auferstehung des Leibs oder Leichnams' ('ressurreição do corpo ou do cadáver'). Mas isso não é de grande circunstância, contanto que entendamos bem as palavras (Catecismo Maior, Livro de Concórdia, p. 455s).

Ao usar as palavras corpo e mortos como sinónimos, Lutero não deixa margem a qualquer esplrituallzaçâo. O que é ressuscitado é a carne = tecido muscular que morre e é sepultado com toda a sordidez; é o corpo = cabeça, tronco e membros; o Leichnam = cadáver, aquilo que está totalmente morto, sujeito à podridão, mau cheiro, e que serve de pasto aos vermes. É deste zero absoluto que Deus faz uma vida nova e eterna.

Também a Bíblia desconhece uma ideia de imortalidade da alma. O pensamento judaico-cristão sempre entendeu o homem como Indivisível, tanto na vida como na morte. Corpo, alma e espírito representam uma unidade (Alt, p. 97; Jentsch, p. 889). Apesar de Deus ser o Senhor sobre a vida e sobre a morte, o Antigo Testamento entende a morte como um total afastamento de Deus. Quem está morto não se relaciona mais com o próximo, com o povo, consigo mesmo nem com Deus (Juengel, pp. 75ss). Exemplos claros disso são SI 115.17: Os mortos não louvam o Senhor, nem os que descem à região do silêncio; ou a oração de Ezequías em Is 38.10ss, especialmente vv.18s: A sepultura não te pode louvar, nem os mortos glorificar-te; não esperam em tua fidelidade os que descem à cova. Os vfvos, somente os vivos, esses te louvam, como hoje eu o faço. Com a morte, portanto, o ser humano está totalmente separado de Deus. Sua capacidade de relacionar-se está completamente no fim.

O Novo Testamento entende Deus e a morte como adversários, inimigos. A história de Jesus Cristo é a luta, na qual Deus se envolve com a morte. Na morte de Cristo se decidiu o significado último da morte. E isso é revelado no ressuscitamento de Jesus Cristo dentre os mortos (Juengel, p. 79). Mas também a morte de Jesus é caracterizada pelo não-relacionamento com Deus. Sua morte acontece em meio a medo e sofrimento. Jesus não quer morrer (Mt 26.36ss par.). Ele morre aos gritos, sentindo-se abandonado: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mt 27.46 par.). Em nenhuma hipótese pode-se imaginar Jesus morrendo heroicamente (Juengel, p. 101). Ê este Jesus crucificado, que morre abandonado como qualquer outro ser humano, que ressuscita ao terceiro dia. Nenhum outro. O ressurreto tem as marcas da crucificação (cf. Jo 20. 24ss). A sua ressurreição é vista, então, como vitória sobre a morte (1 Co 15.54ss). Por sua morte, matou-se a morte, diz Lutero (Juengel, p. 111). A morte de Jesus é interpretada como morte da morte. Proclama-se, a partir dat, que Deus não quer a morte, não quer o pranto e o luto (Ap 21). Deus quer a vida.

A ressurreição de Jesus torna-se para os cristãos esperança por uma ressurreição geral de todos os mortos. Jesus representa as primícias dos que dormem (1 Co 15.20). Ele é o primeiro da ressurreição (At 26.23); O primogénito de entre os mortos (C1 1.18; Ap 1.5).

O não de Deus à morte significa o seu sim para a vida. A partir daí colocam-se para o cristão esperança e compromisso. Onde ele próprio é ameaçado pela morte, não pode ignorar que Deus venceu a morte. Onde quer que a morte ameace, vale a vitória da vida. Isso autoriza e compromete o cristão a, por sua vez, ameaçar a morte (Juengel, p. 111).

Por isso o cristão não pode jamais entender a morte como libertação deste mundo mau, deste vale de lágrimas e sofrimentos. Ele luta contra a morte, pois está comprometido com a vida. Esperança pela ressurreição dos mortos é uma esperança contra a morte. A morte continua a ser o último inimigo, tanto de Deus como do ser humano. Verdadeira vida só pode existir ali, onde a morte é vencida, aniquilada, tirada do caminho. Por isso a esperança pela ressurreição liberta para um compromisso de amor. Não é mais somente a minha morte que preocupa, mas a morte como tal, com toda a sua ameaça a todo e qualquer ser humano. Por isso o cristão, como Jesus, está disposto a assumir a cruz e enfrentar o inimigo em favor do outro (Moltrnann, pp. 96s).

Nisso a esperança cristã se diferencia claramente da esperança helenística da imortalidade da alma. Sócrates pode entender a morte como libertação. Sua alma imortal, enfim, sai do cárcere, abandona o invólucro carnal que a prendia longe de sua verdadeira essência. Sua morte é bonita, pois ela representa a realização da esperança. Até que enfim estou livre deste mundo (Moltmann, pp. 92s; Juengel, pp. 46ss). Com isso a esperança que fala da imortalidade da alma torna-se individualista e egoísta.

Bem diferente é a esperança cristã. Libertando o ser humano para um compromisso de amor, a esperança pela ressurreição dos mortos adquire um aspecto coletivo. Não se trata de uma relação privada com Deus, mas de comunhão de todos com Deus e entre si. Por isso o Novo Testamento apresenta a ressurreição dos mortos e o juízo final como acontecimento universal que diz respeito a todos os seres humanos em conjunto (Jentsch, p. 889). Isso também Lutero realça em sua explicação do Terceiro Artigo: ... ressuscitará a mim e a todos os mortos... Veja também a insistência no plural na explicação do Catecismo Maior.

Mas, para que uma comunhão com Deus e entre os homens seja possível, é necessário que haja uma transformação radicai da pessoa. Por isso, ressurreição dos mortos apresenta uma discontinuidade. Não se trata apenas de um re-viver um morto. Trata-se de uma nova vida. Paulo deixa isso claro ao afirmar que a corrupção não pode herdar a incorrupção, nem o que é mortal tornar-se imortal, o que é pecado, sem pecado (1 Co 15.50ss). Deus precisa fazer do ser humano uma nova pessoa, disposta para o amor e a comunhão. Assim, ressurreição dos mortos adquire o caráter de nova criação.
Ao mesmo tempo, porém, é o homem que morre e que ressuscita. A identidade da pessoa permanece. Essa continuidade fica evidente na identidade do ressurreto com a crucificada (Althaus, col. 697s).

Concluindo, dizemos: Ressurreição do corpo pressupõe a morte de homem como um todo. A morte rouba do homem toda e qualquer capacidade de relacionar-se com Deus e com o próximo. A partir da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos cremos que a morte foi vencida. Cremos na ressurreição dos mortos. Isso nos liberta para uma atitude de amor que se expressa numa luta constante contra a morte, em todas as suas formas de manifestação.

2. Vida eterna

Se ressurreição do corpo designa o ato através do qual Deus dá vida nova ao que está morto, vida eterna designa o objetivo para o qual Deus destinou o ser humano criado por ele. Deus deseja que o homem tenha comunhão consigo, uma comunhão duradoura, eterna, que não está mais limitada pela morte. Vencendo a morte na cruz de Cristo, Deus abre ao homem uma nova perspectiva: a esperança peia vida eterna. O sentido último da história de Deus com o homem é, portanto, o restabelecimento da comunhão entre ambos.

Vida finita e vida eterna apresentam uma determinada relação. Ambas são vida. Viver se contrapõe a morrer e estar morto. Vida é, pois, negação da morte. Apesar de serem totalmente diferentes, vida finita e vida eterna se assemelham no fato de ambas negarem a morte. Em ambos os casos, vida é criação, é dádiva de Deus. A morte é inimiga de Deus. (cf. Althaus, col. 805 ss, também para o seguinte).

Vida finita, entretanto, está sujeita à morte. Por isso é totalmente diferente de vida eterna. Assim, falar de vida eterna só é possível em retalhos. O Novo Testamento utiliza figuras e parábolas para falar de vida eterna. Essas figuras são sempre de novo momentos de realização, de paz, de festa, de alegria e de prazer, próprios de nossa experiência de vida. Isso significa que vida eterna será a realização plena de tudo aquilo que é nobre e verdadeiro entre os anseios de ser humano criado por Deus, por exemplo: os anseios por verdade, liberdade, comunhão, justiça que transcendem a nossa existência e que aqui apenas se apresentam aos pedaços.

O termo eterno define a diferença entre a vida que experimentamos e a vida que virá. Eternidade é, uma vez, expressão de tempo. Eterno é o que não termina, que é duradouro, que não está limitado nem sujeito à morte, que não é perecível. Assim a Bíblia faia de Deus. Deus é eterno. E, nesse sentido, eternidade designa uma vida à maneira da eternidade de Deus. Uma vida plena, sem ruptura, que participe da glória (DOXA) e da felicidade de Deus.

Assim, apesar do seu parentesco, vida finita e vida eterna se diferenciam totalmente. Sujeito â morte que não apenas limita a sua vida, mas que também a determina, o homem somente alcança a vida eterna através do ato salvifico de Deus que lhe dá uma vida nova.

Vida eterna é vida nova, é vida com Deus. E como realização plena da comunhão com .Deus, a vida eterna também concretiza a comunhão entre as pessoas. Esta se realiza através do afastamento dos bloqueios terrenos: tanto os externos — a distância no tempo e no espaço — quanto os internos — a condição de pecado e o egoísmo. Por isso vida eterna significa mais do que um reencontro feliz com velhos amigos. Ao ser perguntado sobre se reencontraríamos nossos entes queridos no céu, Karl Barth respondeu: Sim, mas os outros também (apud Jentsch, p.535). Por isso, falar de vida eterna significa falar de um novo homem, de um novo céu e de uma nova terra, onde habita a justiça de Deus (2 Pe 3.13). Libertos do pecado e da morte os homens habitarão com Deus. E Deus se assentará sobre o trono. Deus mesmo governa. O seu Reino se cumpre. E Deus mesmo lhes enxugará dos olhos toda a lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram {Ap 21).

Desta esperança vive a fé cristã. Deus faz novas todas as coisas. E quem tem esperança nestas novas coisas, começa já aqui a lutar contra os inimigos de Deus: Quem crê na ressurreição do corpo e na vida eterna está, já agora, liberto para uma atitude de amor bem concreta: a luta contra a morte e a preservação da vida.

II — Meditação

A esperança cristã conta com a existência da morte e com sua desumanidade. Sabe que na cruz de Cristo ela foi vencida, mas sabe também que ela continua a afligir o ser humano até o dia em que Deus haverá de decretar a vitória final. Vivemos no ínterim entre Páscoa e consolidação do Reino. Em consequência disso constatamos: A morte ainda existe e é inerente à vida humana, sendo, como tal, inevitável. Entretanto, a esperança pela ressurreição do corpo e pela vida eterna nos dá novo ânimo. A morte já não tem poder absoluto. Deus tem a última palavra. Isso nos permite enfrentar a nossa própria morte e a do irmão com coragem. Se Deus quer a vida, então podemos lutar contra a morte com todas as nossas forças.

Para lutar é preciso conhecer o inimigo. Por isso, evitar falar da morte é totalmente contraproducente. E aí está um primeiro problema. Mesmo que as pessoas saibam que são mortais, mesmo que constan-temente sofram ao ver outros morrer, não querem falar sobre a morte. A não ser por ocasião de sepuitamentos ou de constatação inevitável da morte, o assunto normalmente é desviado e esquecido. Procura-se falar de coisas mais alegres. O medo faz com que as pessoas se alienem. Preferem fazer de conta que a morte nem sequer existe. Não querem ver que a seu lado, no lugar em que vivem, no seu país, a morte está presente sob as mais diferentes formas. E com isso deixam de lutar.

Onde está a morte? Como ela acontece? Onde, como, quando pessoas começam a morrer?

Existe um tipo de morte que se pode chamar de natural. O Antigo Testamento fala de morrer em ditosa velhice e avançado em anos (Gn 25.8; 35.29; Jó 42.17; 1 Cr 23.1; 2 Cr 24.15). Nosso corpo é constituído de células que podem regenerar-se de 40 a 50 vezes. Depois disso uma tal regeneração não é mais possível. Em consequência disso, pode-se afirmar que, consideradas todas as condições ideais, a vida de uma pessoa pode ultrapassar a casa dos 117 anos (Jentsch, p. 516). As condições ideais para tanto são: boa alimentação, repouso adequado, possibilidades de recreação, preservação da saúde, equilíbrio emocional, ar puro, segurança pessoal, etc. Onde qualquer uma dessas condições ideais faltar, o ser humano começa a morrer mais cedo.

Há também a morte acidental. De ocorrência casual, repentina e totalmente imprevisível, esse tipo de morte é chocante por sua absur-didade, e levanta a pergunta pelo sentido da vida. Todos os anseios e aspirações que alguém possa ter, são cortados bruscamente, são silenciados de forma violenta.

Enquanto que muitos lutam para preservar a vida, há também aqueles que a negam, entregando-se à morte. Fruto de uma mente doentia, mas também de decepções, de situações de desespero, de fastio e inclusive de constatações subjetivas de ausência de sentido na vida, o suicídio é cometido diariamente por aproximadamente 1.000 pessoas no mundo todo (Jentsch, p. 524).

Aliada importante da morte é a doença. Em muitos casos trata-se de moléstia incurável. Em outros — a maioria — a falta de assistência médica, a ausência de recursos para tratar da saúde, a inexistência de condições de higiene e a alimentação deficiente contribuem decididamente para o aceleramento da morte. (Veja Tempo e Presença, Caderno 161, julho/agosto de 1980, e Cadernos do CEDI. Caderno 3, março de 1980.)
Outro tipo bem sutil de morte está presente na propaganda. Bebidas alcoólicas, cigarros e outros bens de consumo que debilitam a saúde das pessoas provocam danos imensos. O alcoolismo figura entre as doenças que mais matam no mundo inteiro.

A situação financeira precária, consequência da exploração do trabalho, o desemprego, a miséria, provocam fome e subnutrição. A Conferência sobre Alimentação Mundial promovida peia ONU em fins de 1974 concluiu que no mínimo 462 milhões de pessoas passam fome (Sider, p. 11; veja também outros dados nesse livro). No Brasil, a cada hora, morrem 52 crianças com menos de um ano de idade, vítimas de subnutrição. Um assalariado gasta 59% de seu salário com alimentação, considerada a ração essencial prevista no decreto 399de 30 de abril de 1938 (Correio do Povo de 30/08/81, p. 21). Um zelador e um vigilante colocaram cada qual um de seus rins à venda pela importância de Cr$ 3 milhões com a intenção de dar uma vida mais digna à família ou apenas para melhorar de vida (Correio do Povo de 11/08/81, p. 30).

A morte pode ainda assumir outras formas mais sutis e mais desumanas, especialmente nas casas em que ela é provocada pela falta de amor do próprio ser humano. A violência das ruas, assassinatos e, pior, a opressão e a tortura, a eliminação sumária de pessoas representam momentos em que o matar pode até tornar-se legal. Há atual-mente 90 mil desaparecidos em todo o mundo por razões políticas, segundo dados da Anistia Internacional (JorEv, 2* quinzena de agosto, 1981, p. 11). Eis aí as faces mais horrendas e terrificantes da morte. E não poucas vezes a sensação de impotência diante delas nos torna tão desprezivelmente covardes. A morte liquida com os heróis, silencia os inconformados, derrota os que buscam vida plena. E sempre de novo tem sido usada pelo homem contra o homem como forma de eliminar concorrência e acabar com a contestação.

Contra essas situações de morte que estão em toda a parte fala a nossa esperança: Se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E ainda mais: os que dormiram em Cristo, pereceram. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem (1 Co 15.16-20).

Nossa fé não é vã. A ressurreição de Jesus Cristo nos deixa crer numa nova vida. Por isso a luta deve continuar. A confissão de fé nos compromete com Deus, nos compromete com a vida. Por isso, falar de ressurreição e de vida eterna não se resume apenas à pregação nos cemitérios. Falar de ressurreição e de vida é, sem sombra de dúvida, falar da morte, denunciar a morte, combater a morte lá, onde ela começa.

Por último, contra o medo, uma palavra de confiança: O Verbo eterno vencerá as hostes da maldade. As armas o Senhor nos dá: Espirito, verdade. Se a morte eu sofrer, se os bens eu perder que tudo se vá. Jesus conosco está; seu Reino é nossa herança (Martim Lutero).

III — Sugestão para a pregação

1. Definição dos termos resurreição e vida eterna
2. Acentuação do caráter coletivo da esperança
3. Análise da realidade — Onde a morte está presente?
4. Proclamação da vitória de Deus sobre a morte
5. Convite para a luta

IV — Subsídios Litúrgicos

1. Versículo de intróito: Onde está, ô morte, a tua vitória? onde está, ó morte, o teu aguilháo? Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.

2. Confissão de pecados: Senhor Deus, que venceste a morte na cruz de jesus Cristo, dando-nos a esperança pela vida eterna. Aqui estamos diante de ti e te confessamos que não confiamos em tua promessa. Temos nos amedrontado diante da morte e, com isso, nos omitimos.diante das muitas mortes que afligem nossos irmãos. Perdoa-nos a nossa falta de fé e a nossa omissão. Aumenta em nós a esperança e dá-nos forças para lutar contra a morte. Tem piedade de nós, Senhor!

3. Absolvição: Assim diz o Senhor: Não temas, porque eu estou contigo; não te espantes, porque eu sou o teu Deus. Fortalecer-te-ei, ajudar-te-ei e sustentar-te-ei com a destra da minha justiça.

4. Oração de coleta: Senhor Deus e Pai, nós te agradecemos por nos dares a oportunidade de ouvirmos a tua palavra e nos fortalecermos com ela. Abre, pois, os nossos ouvidos e as nossas mentes, para que a tua palavra penetre em nós, e faça de nós novas pessoas. Por Jesus Cristo! Amem.

5. Leitura Bíblica: 1 Co 15.12-20

6. Para a intercessão sugiro que se utilize a reflexão sobre os diversos tipos de morte.

V — Bibliografia

ALT, H.P./ROEPKE, C.J. Crer hoje. São Leopoldo, 1973.
ALTHAUS, P. Artigo Auferstehung. In: Religion in Geschichte und Gegenwart Vol 1. 3.ed., Tübingen, 1958.
ALTHAUS, P. Artigo Ewiges Leben. In: Religion in Geschichte und Gegenwart Vol. 2.3.ed., Tübingen, 1958.
JENTSCH, W. e outros. Ed. Evangelischer Erwachtenenkatechismus. Gütersloh, 1975.
JUENGEL, E. Morte. São Leopoldo, 1977.
COMISSÃO INTERLUTERANA DE LITERATURA, ed. Livro de Concórdia. As confissões da Igreja Evangélica Luterana. Tradução e notas de A. Schüler. São Leopoldo/Porto Alegre, 1980. MOLTMANN, J. Umkehr zur Zukunft. München, 1970.
SIDER, RJ. Der Weg durchs Nadelöhr. Reiche Christen und Welthunger. Wuppertal, 1978.


Proclamar Libertação – Suplemento 1
Editora Sinodal e Escola Superior de Teologia


Autor(a): Carlos A. Dreher
Âmbito: IECLB
Título da publicação: Proclamar Libertação / Editora: Editora Sinodal / Ano: 1982 / Volume: Suplemento 1
Natureza do Texto: Pregação/meditação
Perfil do Texto: Auxílio homilético
ID: 7298
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