Equipe espelhava unidade e identidade própria

DIRETORES DO JOREV

01/08/1988

Equipe espelhava unidade e identidade própria

O que me impressionava no Jornal Evangélico quando eu estava na sua direção e do que lembro com saudades é a equipe jovem e com grande ideal de prestação de serviço c de construção de Igreja nacional, e isto em dois termos: a unidade interna e a identidade própria. A colação é do pastor Hilmar Kannenberg, que assumiu a direção do Jornal Evangélico com a saída do pastor Jost Ohler em abril de 1975. Nesta função ele permaneceu até julho de 1977, quando assumiu a implantação das rádios da Fundação ISAEC de Comunicação (FIC).

Kannenberg lembra igualmente com saudades de dois outros aspectos do tempo em que era diretor do Jornal Evangélico: das reportagens que a equipe de redação fazia de concílios regionais, de comunidades e de jubileus — as atividades eram tantas, que a equipe tinha poucos fins-de-semana livres, ressalta —, e do sacrifício que todos estavam dispostos a fazer pelo serviço em favor da Igreja nacional, o que não era de competência imediata do jornal.

CUSTO ALTO

Como diretor do Departamento de Audiovisuais da IECLB, Kannenberg também trouxe para a Redação Central —como foi chamado o trabalho iniciado pelo pastor Ohler — a tarefa da produção de audiovisuais e de dois programas de rádio: Crer Hoje (diário) e Nossa Fé —Nossa Vida (semanal), que ficaram ao encargo da mesma equipe que redigia o Jornal Evangélico. Além disso, lembra Hilmar, outro serviço que esta equipe prestou à Igreja foi a sua contribuição na criação, elaboração no início da execução do projeto da Fundação ISAEC de Comunicação. Em termos de audiovisuais, nunca se produziu tanto como naquela época, salienta Kannenberg. A produção baseava-se basicamente em duas séries: histórias bíblicas e temas do documento Nossa Fé — Nossa Vida. Enfatiza, ainda, que tudo isto foi produzido sem um centavo de ônus para a IECLB e, muitas vezes, fora de hora, prejudicando vez por outra o próprio jornal em benefício da Igreja toda. O custo que o JOREV assumiu foi relativamente alto, faz questão de ressaltar.

QUEDA DAS ASSINATURAS

Falando de sua atuação específica como diretor do Jornal Evangélico, Hilmar lembra que, ao assumir esta função, em abril de 1975, já tinha passado a primeira fase de euforia com a centralização da IECLB. Coloca que esta euforia, contudo, ainda existiu por um determinado tempo com a inclusão das folhas regionais no jornal Evangélico, mas, aos poucos, a tiragem elevada de 22 mil exemplares começou a cair.

Esta diminuição no número de assinaturas aconteceu porque as Comunidades passaram novamente a se preocupar consigo mesmas e a criticar a centralização da IECLB, explica Kannenberg. Na sua opinião, havia um paralelismo muito acentuado entre a primeira fase da estrutura nacional da IECLB (e do Jornal Evangélico como defensor da bandeira da Igreja) e a segunda fase, onde começaram a surgir as críticas em relação à Igreja em geral. Havia expectativas muito grandes, e as críticas ao jornal eram no sentido de que ele não correspondia suficientemente aos interesses das Comunidades. Uma forma delas manifestarem seu descontentamento era criticar o preço do jornal, lembra o ex-diretor.

Para chegar mais perto das Comunidades, o Jornal Evangélico passou a fazer, então, reportagens especiais, visando um duplo objetivo: ir até as Comunidades e trazer informações sobre elas para toda a IECLB e buscar recursos financeiros para diminuir o preço da assinatura. Alcançamos boa receptividade nas Comunidades, um equilíbrio muito bom entre receita e despesa e uma linha editorial crítica, mas, ao mesmo tempo, edificante', avalia Hilmar.


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