JOREV foi importante no esforço pela unidade

DEPOIMENTO DOS EX-PRESIDENTES

01/08/1988

JOREV foi importante no esforço pela unidade

Ajudar na formação e fundamentação de uma Igreja a nível nacional era a finalidade do Jornal Evangélico quando foi criado em 1971 com a fusão de outros jornais regionais, lembra o pastor Augusto Ernesto Kunert (hoje aposentado e morando em Novo Hamburgo, RS). Kunert foi pastor regional da Região Eclesiástica 4 de 1968 a 1978, quando assumiu a presidência da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), á testa da qual permaneceu até sua aposentadoria em agosto de 1985.

Quando aconteceu a fusão dos diversos Sínodos, desembocando na IECLB, sentiu-se a necessidade de que na Igreja houvesse também» um jornal a nível nacional, recorda Kunert. O Jornal Evangélico assumiu importância básica no esforço pela unidade, constata o ex-presidente da IECLB. Creio que contribuiu bastante para ase sentimento de unidade, superando regionalismos. frisa Kunert hoje.

TROCA DE INFORMAÇÕES

Todavia, o ex-presidente não quer com isso dizer que não há espaço para jornais regionais. Eles têm grande importância porque contribuem para que haja uma maior troca de informações na base regional, entende Kunert. Por outro lado, um veiculo de circulação regional não substitui um jornal a nível nacional, que possibilita troca de informações a nível mais amplo. Enfim, os dois devem coexistir sem prejuízo entre si.

Kunert lembra que o Jornal Evangélico desempenhou um papel muito importante na IECLB na medida era que despertou a reponsabilidade entre os evangélicos luteranos pela participação na sociedade brasileira. A postura do Jornal colaborou para que o membro saísse dos muros da Igreja para assumir sua corresponsabilidade para com a sociedade.

Quando Kunert assumiu a presidência em 1978, nascia na IECLB uma nova compreensão teológica, com uma voz muito forte.

Essa tendência defendia que a 1ECL 13 deveria ser a Igreja corresponsável para com a sociedade. O Jornal Evangélico bateu muito nesta tecla, recorda Kunert. para alguns até em demasia. Com essa postura o Jornal correu risco de se tornar unilateral, observa o ex-presidente

MUITO RESPEITO

Mesmo correndo o risco de se tornar unilateral, o Jornal contribuiu para a caminhada de uma Igreja nacional, afiança Kunert. E também ajudou a suscitar uma discussão teológica entre as linhas de pensamento na IECLB, acrescenta. Não obstante essa contribuição do Jornal Evangélico, Kunert afirma que também chegou a se incomodar com o jornal, quando informações vinham com cheiro de fofoca.

Fazendo um balanço do seu tempo na presidência, o pastor recorda que não houve grandes abalos entre ele e a Redação do Jornal Evangélico. Ela sempre me respeitou muito, comenta. É claro que houve algumas tensões, mas não as deixamos evoluir para a hostilidade' lembra Kunert. Pois havia franqueza e disposição para o diálogo

Avaliando o Jornal Evangélico hoje, o ex-presidente constata-o bastante mais equilibrado. Todas as vozes da IECLB têm vez nele, verifica, Através de suas páginas o jornal deixa transparecer o pluralismo existente na IECLB, observa o ex-presidente.

Algo que Kunert considera muito importante é a iniciativa em levantar a história das Comunidades e da própria Igreja. Com esse resgate da história ajuda a refletir sobre a realidade de hoje, arremata. Para construir um futuro melhor precisamos aprender da caminhada no passado, acredita o ex-presidente da IECLB.


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