No ES, um dos veículos que originaram o JOREV

DER HEIMATBOTE

01/08/1988

No ES, um dos veículos que originaram o JOREV

Em 1935 nasceria, no Espírito Santo, o jornal Der Heimatbote” (O Mensageiro da Pátria), em língua alemã. Ele, no entanto, teria vida curta. Existiu apenas até 1938. Seu fundador foi o pastor alemão Hemann Roelke, a quem cabe o mérito de ter unido as Comunidades evangélicas da IECLB no Espírito Santo com as do Sínodo Brasil Central e de ter conseguido a elaboração do mensário recém fundado.

Nestes termos escreve o pastor Sigmund Wanke, em 1951, no primeiro número da Folha de Notícias das Comunidades Luteranas Espiritosantenses — Heimatbote, o sucessor do extinto e antigo Heimatbote, Wanke explica a razão da curta existência — de apenas quatro anos — do Heimatbote do pastor Roelke e faz, ao mesmo tempo, a apresentação do novo jornal, agora também com páginas em português.

QUINTA-COLUNA

Culpado de ser quinta-coluna simplesmente por seu traje alemão, escreve o pastor Wanke, 'Heimatbote' se tornou vítima da política internacional daquele tempo. Mudaram-se os tempos, muitos dos seus velhos amigos desejam o seu reaparecimento. Mas não mudaram somente os tempos, mudaram também as feições das nossas comunidades.

O pastor Siegmund Wanke passou a ser o redator do novo jornal, cuja primeira edição, bimensal, é de janeiro/fevereiro de 1951. Na apresentação deste primeiro número, ele aplica que, a esta altura, já não seria possível editar um jornal de comunidade totalmente em alemão, porque grande parte dos membros já passaram a preferir a língua nacional. Wanke não esquece, ao mesmo tempo, de mencionar que, por outro lado, também ainda existem aqueles membros que desejam um jornal apenas em língua alemã. Assim, na tentativa de agradar a ambos os lados, o novo jornal das Comunidades Evangélicas do Espírito Santo passa a destacar alternadamente em suas edições um dos dois idiomas. Numa edição receberiam preferência os artigos em alemão, noutra, os em português.

DE OITO A 20 PÁGINAS

De oito a 20 páginas teve o Heimatbote de 1951 a 1969. Prevaleciam, contudo, as edições de 12 páginas. Por falta de exemplares após 1969, não foi possível comprovar a data da extinção deste jornal capixaba. Sabe-se, no entanto, que isso ocorreu antes de novembro de 1971, pois na última edição da Folha Dominical do antigo Sínodo Riograndense, na edição de 7 de novembro de 1971, o pastor Jost Ohler, em seu artigo Em ritmo de Brasil grande, menciona também o Heimatbote como um dos jornais que deram origem ao jornal nacional da IECLB, o Jornal Evangélico, cuja primeira edição saiu em 15 de novembro de 1971.

Quanto ao conteúdo do Heimatbote, basicamente vai na mesma linha dos outros jornais regionais m IECLB da época: meditações, tanto em português como em alemão, anúncios familiares (de falecimentos, por exemplo), notícias familiares (de batismo, confirmação, casamento), notícias de comunidades, matérias à base de histórias, palestras, testemunhos, pequenas noticias de todo o Brasil, bem como de outros países, latos de hinos, entre outros. Raramente havia alguma ilustração. Comprovantes contábeis mostram que a tiragem oscilou entre 1800 e 2500 exemplares. Ainda no artigo Em ritmo de Brasil grande, Jost Ohler coloca que o Heimatbote encerrou sua circulação com 2.100 exemplares.

(Extraído do Trabalho de Conclusão no curso de Jornalismo de Ingelore Starke, A Imprensa Escrita na IECLB, de 1981)


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