Jornal Evangélico Luterano

Ano 2018 | número 814

Segunda-feira, 28 de Setembro de 2020

Porto Alegre / RS - 09:12

Comunicação

Missão e Comunicação (parte 1/2)

Compartilhando a Boa Notícia

Na edição anterior, afirmamos que Comunicação é assunto fundamental, mas, na IECLB, é vital, pois a Missão da Igreja é justamente ‘comunicar’ e não é comunicar qualquer notícia, mas, sim, a Boa Notícia, a Palavra de Deus, ou seja, Proclamar o Evangelho. Então, na Igreja, todos os esforços e investimentos neste âmbito devem ser feitos no sentido de que esta (boa) Comunicação aconteça e, assim, a Missão que Deus confi ou à IECLB se cumpra.

Já apresentamos as Diretrizes para a Comunicação na IECLB. Agora, nesta e na próxima edição, vamos compartilhar o que o Plano de Ação Missionária da IECLB (PAMI) tem a esclarecer sobre Comunicação.

Missão e Comunicação

Comunicar é da própria natureza da Igreja, por isso não é um problema. Não se cria Comunidade sem Comunicação nem se mantém Comunidades sem Comunicação. Os apóstolos já afirmavam com coragem que não é possível deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos, porque a nossa boca fala sobre o que coração está cheio. Se fomos maravilhosamente alcançados pela graça de Deus, como, de fato, o somos todos os dias, não podemos nos contentar até que conseguimos falar disso a quem quer que seja.

A Igreja nasce de processos de Comunicação: um processo de Comunicação divina, de Deus conosco, e um processo de Comunicação entre nós, de uns para com os outros. Faz parte, portanto, da essência da Igreja ser comunicativa.

Por outro lado, se algo nos entristece profundamente, se alguma coisa nos preocupa ou espanta, se algo nos faz sofrer e gemer, também aí é impossível para nós impedir que essas coisas se transmitam a outros, seja na forma de desabafo, de indignação ou de ação transformadora. Somos feitos de Comunicação, desde quando ainda estamos na barriga de nossa mãe e por toda a nossa vida.

Por que falar sobre Comunicação na Igreja, na realização da Missão, se comunicar não é problema para nós? É que a nossa Comunicação Pessoal, face a face, comunitária, familiar, cotidiana é atravessada por outro tipo de Comunicação, que, às vezes, até atrapalha a nossa Comunicação mais fundamental e pró- xima. É a Comunicação monopolizada pelas tecnologias aplicadas a processos comunicacionais, desde o inocente telefone até o mundo da Internet, passando pelo rádio, pela televisão, pelo jornal, entre tantas formas de Comunicação a Distância. É aí que comunicar passa a ser problema para a Igreja. É problema porque aquela Comunicação que era tão natural para nós como Igreja agora parece que se transforma em outra coisa.

De fato, é assim. Os Meios de Comunicação – a mídia, como genericamente denominamos esse universo de tecnologias, meios e linguagens que atravessam o nosso dia a dia – mudam o modo de interagirmos com outras pessoas, no tempo e no espaço. Muda no tempo, porque, ainda que a nossa transmissão seja em tempo real, como um programa de televisão ou rádio ao vivo, a resposta do nosso interlocutor não é simultânea nem direta. Muda no espaço, porque não sabemos onde a pessoa que recebe a nossa mensagem está e o que está fazendo.

Isso complica a nossa vida como Igreja, porque sabemos nos comunicar bem daquele modo comunitário, olho no olho, que faz parte do nosso jeito luterano de ser. Temos que reconhecer que não são todos os Meios de Comunicação que atrapalham. Nós sabemos nos comunicar por meio da escrita. A nossa tradição luterana nos ajuda quando vamos imprimir jornais, revistas e livros. A Reforma de Martim Lutero avançou na Europa graças à imprensa. Nós aprendemos a usá-la bem, produzindo impressos de qualidade e promovendo a alfabetização das pessoas para poder lê-los juntamente com a Bíblia.

Núcleo de Comunicação da IECLB 

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