Jornal Evangélico Luterano

Ano 2018 | número 821

Segunda-feira, 21 de Setembro de 2020

Porto Alegre / RS - 11:42

Vida em Comunidade

Vida em Comunidade

O que fazer para que aconteça a participação no Culto? Certo dia, a menina de quatro anos ora o Pai-Nosso na presença da mãe. ‘Onde você aprendeu esta oração?’, pergunta a mãe, toda feliz e surpresa. ‘Mãe, eu sempre vou ao Culto, né?!’, responde a filha.

Vai-se ao Culto para participar – e não para assistir. Tratamos dessa temática no Jorev nº820 (setembro/2018).

A participação ativa e consciente da Comunidade no Culto depende, em boa medida, da compreensão de que Culto é diálogo com partes que se repetem. O diálogo não é entre quem preside o Culto e a Comunidade, mas entre a Comunidade e Deus. É Deus quem nos fala por meio do que é dito pela pessoa que preside o Culto. Deus também fala pelo que não é dito. Sim, no Culto, cada pessoa ouve e sente o que o Senhor diz. Eu posso ouvir e sentir algo bem diferente de outra pessoa. Isso vai depender do que cada um de nós carrega no coração naquele momento. Certo é que, no Culto, dialogamos com Deus. Participamos!

A participação no Culto depende também de repetições que a Liturgia oferece. Refi ro-me àquelas pequenas frases cantadas ou faladas, como Glória seja ao Pai, o pedido de perdão, o Amém, o Aleluia, a Intercessão, Santo, Santo, Santo, os hinos, etc. Ao querer inovar a Liturgia (o que é positivo), corre-se o risco de, em cada Culto, cantar melodias desconhecidas. Isso é um erro. A Comunidade merece conhecer melodias e letras novas, mas isto precisa ser dosado. A participação ativa, alegre, envolvente e marcante das pessoas no Culto depende da possiblidade que elas têm de repetir frases melódicas conhecidas. Portanto, o Culto não pode ser campo de testes!

Repetir sempre a mesma frase melódica pode acionar um automatismo vazio. Isso é ruim para o Culto. Entretanto, inovar sempre pode causar irritação e apatia em quem está no Culto. A bonita tarefa de quem molda a liturgia consiste em encontrar o ponto de equilíbrio entre a repetição e a novidade, de tal modo que a Comunidade participe e a sua viva e alegre voz ecoe aos céus!

P. Dr. Romeu Martini | Assessor Teológico da Presidência da IECLB

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Há algo muito vivo, atuante, efetivo e poderoso na fé, a ponto de não ser possível que ela cesse de praticar o bem. Ela também não pergunta se há boas ações a fazer e, sim, antes que surja a pergunta, ela já as realizou e sempre está a realizar.
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