Paróquia Centro - Igreja Martin Luther

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História do trabalho com jovens

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O trabalho com os jovens é uma ênfase da Igreja em São Paulo pelo menos desde a década de 1920. No período entre as duas guerras mundiais, esse trabalho acompanhou o crescimento de outros setores da vida da Igreja. Da mesma forma, sofreu um refluxo com a II Guerra e só se reorganizou mais tarde.

Em maio de 1951 foi fundada a Lutherjugend (Juventude Luterana), que promoveu muitas apresentações e organizou uma variada programação nos anos seguintes. Um coral foi formado, cantando nas novas comunidades que surgiam na cidade.

Os anos 60 são uma década de profundas transformações sociais e comportamentais, no Brasil e no mundo. A vida da Igreja também não escapou delas. Na Paróquia Centro, ocorreu a adoção do português como a língua oficial das principais atividades, em substituição ao idioma alemão, que prevalecia até aquela época. O livreto comemorativo dos 90 anos de fundação da Igreja Luterana em São Paulo (publicado em 1981) revela inclusive que não faltaram temores de que a Igreja Evangélica Luterana viesse a desaparecer caso a língua de Lutero não fosse mais o seu principal veículo de comunicação...

Em 1962, assume um dos pastorados da Paróquia o pastor Karl Busch, o primeiro obreiro formado pela Escola Superior de Teologia da Igreja no Brasil (sediada em São Leopoldo/RS) a trabalhar na comunidade - até então, todos eram formados, ou mesmo nascidos, na Alemanha. Com o pastor Busch praticamente se inicia um ciclo novo, com o despertamento de novas lideranças, a integração dos confirmandos no trabalho com os jovens e a diversificação das atividades em português nas dependências da Paróquia.

Em março de 1964, a turma de confirmandos de 63 começou a realizar reuniões semanais com cerca de 10 jovens, dando início à Juventude Evangélica de São Paulo (JESP). Um ano depois, o número dos participantes já chegava a 50. Saídas, excursões, piqueniques, festas e intensa participação dos jovens na vida da comunidade marcaram o período. Sintonizada com o seu tempo, a JESP tinha até uma banda, a Furiosa, que animava as programações.

Ao longo de toda a década, a participação dos jespianos nas várias edições da Escola de Líderes realizadas em São Leopoldo e nos congressos de jovens luteranos, especialmente na região Sul, também foi marcante. Esse intercâmbio trouxe novos conhecimentos e experiências e preparou novas lideranças que depois assumiriam encargos em outros setores da Paróquia.

O trabalho com os jovens está sujeito a diversas chuvas e trovoadas, advindas até da transitoriedade dessa etapa da vida. Os típicos altos e baixos, a falta de lideranças expressivas em alguns momentos, a falta de compreensão dos mais velhos, a desmotivação e a não formação de novas lideranças para dar continuidade aos grupos são fatores que existem em todos os setores da Igreja, mas são especialmente prejudiciais aos jovens.

Por isso houve alguns momentos de refluxo, e ciclos desiguais têm sido a marca do trabalho na JECE, a sucessora da JESP, desde os anos 80.
Um novo ciclo se iniciou na Paróquia no final de 2000, com a chegada da pastora Vera Weissheimer, que assumiu a frente do grupo. Os trabalhos da JECE passaram por reformulações e a ênfase no momento é despertar novas lideranças e renovar o grupo, pois muitos de seus integrantes já estão na idade de poder participar de outras atividades, como os encontros para os Jovens Adultos. Os retiros anuais têm sido uma maneira importante de congregar os jovens e continuam sendo um forte instrumento de missão. Encontros, passeios, festas, intercâmbios e jogos seguem na agenda, mostrando que aquilo que se aprende nos estudos bíblicos e na oração deve ser vivido no dia-a-dia. Diversificar as atividades e debater temas da cultura e da sociedade também são ênfases do atual.

É preciso lembrar que o apoio e a motivação vindos dos pais - além do seu exemplo, é claro, já que os jovens são implacáveis com a incoerência - são fatores importantíssimos para a integração dos adolescentes à Igreja. Trabalhar com os jovens significa ouvi-los e respeitá-los, mesmo em suas dúvidas e contradições (e quem não as tem?). Não são os mais velhos que devem chegar com fórmulas prontas ou dizer: o jovem quer isso ou aquilo. É preciso, isso sim, ter a sensibilidade de perceber o que eles querem dizer, principalmente numa era de tantas ofertas tecnológicas e de consumo, de tanta manipulação e de tanta propaganda enganosa, e numa cidade que expõe a tantos desafios e até perigos.

É preciso compreender e aceitar que há diferenças que separam as gerações, que o mundo e os valores mudam, e que muitas coisas que valiam para os adultos de hoje, seus pais ou seus avós já não valem mais. Entretanto, há verdades do amor de Deus que nos unem a todos e que devem ser preservadas e ensinadas aos jovens, não somente pela palavra mas principalmente pela ação.


 


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